Vice Cláudio Castro, que assume o governo do RJ, também é alvo de operação que apura corrupção


Cláudio Bonfim de Castro e Silva, de 41 anos, nasceu em Santos e se formou em direito, mas fez carreira na canção gospel. Ele foi indicado pelo Pastor Everaldo — preso nesta sexta-feira — na chapa de Witzel.

 

Com o afastamento do governador Wilson Witzel (PSC-RJ), o vice Cláudio Castro assume o principal cargo do governo estadual, inicialmente, pelos próximos seis meses.

 

 

Castro também foi alvo de investigação na Operação Tris in Idem, desencadeada nesta sexta-feira (28), mas não há determinação de afastamento do vice-governador — só mandados de busca e apreensão na residência oficial.

 

O governador em exercício estava em Brasília quando recebeu a notícia de afastamento de Witzel.

 

O advogado de Cláudio Castro esteve no imóvel dele, onde foi cumprida a busca e apreensão, e afirmou que foi pego de surpresa e que vai tomar as medidas necessárias assim que tiver acesso ao processo.

 

Conheça o vice

Cláudio Bonfim de Castro e Silva, de 41 anos, nasceu em Santos e se formou em Direito, mas fez carreira na canção gospel (veja mais abaixo).

 

Filiado ao PSC, é o segundo vice-governador mais novo da história do RJ — ficando atrás apenas de Roberto Silveira eleito com 32 anos de idade, nos anos 1950.

 

Castro começou na política em 2004 como chefe de gabinete do então vereador Márcio Pacheco (PSC), denunciado pelo Ministério Público do Rio por integrar um suposto esquema de rachadinhas na Alerj.

 

 

A defesa de Márcio Pacheco foi procurada pela TV Globo, mas não obteve retorno.

 

Em 2016, com 10 mil votos, foi eleito vereador. Cumpria seu segundo ano de mandato quando foi convidado a concorrer na chapa de Wilson Witzel, indicado pelo Pastor Everaldo, presidente do PSC preso nesta sexta.

 

No governo, esteve à frente do Detran e do Departamento de Estradas de Rodagem.

 

Suspeitas
De acordo com a delação do ex-secretário Edmar Santos, o vice-governador se beneficiava de um esquema no qual, segundo o Ministério Público Federal, a Alerj repassava as sobras de seu orçamento para a cota única do tesouro estadual.

 

Desta conta única, os valores “doados” eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde, de onde era repassado para fundos municipais de saúde dos lugares indicados pelos deputados, que por sua vez recebiam de volta parte dos valores. Segundo Edmar, Castro fazia a articulação entre deputados e prefeitos e o governador.

 

Claudio Castro também é citado em investigações de fraudes na Fundação leão XIII, ligada ao gabinete do vice-governador.

 

Carreira na música gospel

Castro foi indicado duas vezes ao prêmio de melhor cantor católico do Brasil, nos anos de 2012 e 2016, tendo ficado entre os cinco primeiros do país.

 

Antes, cantou por 15 anos no grupo Em Nome do Pai. Em 2011, lançou o primeiro CD solo, com o mesmo nome da antiga banda. Em 2015 saiu o álbum “Dia de celebração”.

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