Bandidos que faziam mulher refém se rendem; entre eles, Léo Serrote, apontado com um dos chefes da invasão ao São Carlos


Foi a segunda família feita refém em poucas horas na região do complexo de favelas, onde desde a noite de quarta-feira há uma guerra entre traficantes rivais.

 

Foi liberada por volta das 16h uma mulher que era feita refém desde o início da tarde desta quinta-feira (27) no Estácio, Centro do Rio. Após negociação com homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), quatro criminosos se renderam e foram presos (veja vídeo acima). Com eles foram apreendidos 2 fuzis e 2 pistolas.

 

Entre os detidos está Léo Serrote, apontado como um dos chefes da invasão ao complexo de favelas do São Carlos, onde desde quarta-feira (27) há uma guerra entre traficantes rivais. Com a perna quebrada, Serrote foi levado de ambulância sob custódia para ser atendido, e depois foi encaminhado à 6ª DP, onde já estavam os outros presos.

 

Ainda segundo a polícia, Léo Serrote é ligado à facção Comando Vermelho e faz parte do tráfico de drogas que no Morro do da Mineira. Ele era procurado por vários crimes, entre eles, homicídio, tráfico de drogas, furto e roubo.

 

Serrote chegou a ser preso em novembro de 2012, mas foi posto em liberdade em dezembro de 2013.

 

 

Com a chegada de policiais, muitos criminosos fugiram das comunidades. Pelo menos dois deles invadiram a casa onde estava essa mulher – as primeiras informações diziam que havia uma família no local, mas a polícia confirmou que só uma pessoa foi feita refém.

 

Apesar de muito abalada, a refém não foi ferida, segundo a polícia.

 

Outra família refém

Na madrugada, outra família também foi feita refém em um prédio por um homem, por cerca de 5 horas, até que ele foi preso.

 

Um porteiro foi baleado quando o bandido invadiu o prédio.

 

Guerra do tráfico
Uma guerra entre traficantes pelo controle do Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, já impôs mais de 24 horas de violência aos cariocas em diferentes partes da cidade.

 

A investida aconteceu no início da noite de quarta-feira (26), com um intenso tiroteio que pôde ser ouvido de várias partes do Rio Comprido e de bairros vizinhos. No início da tarde desta quinta (27), os tiroteios voltaram a ocorrer, como mostraram a TV Globo e a GloboNews ao vivo.

 

Pelo menos quatro episódios estão, segundo a PM, ligados à invasão.

o confronto a tiros na Lagoa, Zona Sul, com dezenas de disparos e granadas;
a morte de Ana Cristina da Silva, atingida por tiros de fuzil, quando protegia o filho de um tiroteio;

o sequestro de uma família em um condomínio por um bandido em fuga da polícia;
o sequestro desta outra família, na Rua Maia Lacerda.

Mãe protegeu filho do fogo cruzado

Ana Cristina, de 25 anos, foi atingida no meio do fogo cruzado na Rua Azevedo Lima, no Rio Comprido, na noite de quarta-feira (26).

 

Ela ia com o filho para o bar onde trabalhava e, no momento dos tiros, se curvou sobre o menino para protegê-lo.

 

O corpo dela será sepultado nesta sexta-feira (28) no Caju.

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