Álcool gel acionado pelo pé, porta aberta com cotovelo, divisórias no refeitório: como as montadoras estão retomando a produção no Brasil


Recipiente de álcool gel acionado por pedal, portas que se abrem com o cotovelo, medidores de temperatura na entrada, nenhum vizinho de assento do ônibus e faixas no chão indicando a distância mínima de se ficar do colega. Esta é a nova realidade das fábricas de veículos no Brasil, que começam a reabrir após autorização dos estados.

Entre as dez marcas que mais vendem carros no país, Volkswagen, Fiat e Renault voltaram às atividades em todas as unidades nas últimas semanas, depois de quase 2 meses paradas.

 

As principais fábricas de moto, na Zona Franca de Manaus, e de caminhões também já retomaram a produção.
As medidas mais comuns adotadas pelas montadoras para evitar o contágio do coronavírus entre os trabalhadores foram:

uso de máscaras desde o ônibus fretado e dentro das fábricas
menos pessoas e maior distanciamento ao se sentarem nos ônibus; ninguém ocupa o banco ao lado de outra pessoa
medição de temperatura para entrar nos ônibus e na portaria da fábrica, “inclusive do presidente”, disse o “chefão” da Volkswagen, Pablo di Si.

 

Quem for identificado com temperatura acima de 37,5 graus não poderá entrar
distribuição de máscaras, álcool gel e outros equipamentos de proteção na entrada
faixas no chão indicando a distância que deve ser mantida entre as pessoas na fila da entrada e nas dependências da fábrica; a cartilha da associação das montadoras, Anfavea, recomenda o mínimo de 1 metro
redução da capacidade dos restaurantes
Sem bebedouro ‘fonte’ e com divisórias

Para viabilizar essas restrições, algumas marcas tomaram providências como colocar divisórias de acrílico nas mesas dos refeitórios, casos da Fiat, da Jeep e da Renault, que têm fábricas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná.

 

Em Santa Catarina, a BMW abandonou o self-service, o tradicional “bandejão”, e passou a servir a comida em pratos prontos, o popular “PF”.

A Fiat também instalou as divisórias nas pias dos banheiros e retirou os bebedouros do tipo fonte das unidades.

Na Volkswagen, que produz em São Paulo e Paraná, o recipiente de álcool gel é acionado por meio de um pedal e as portas podem ser abertas com o cotovelo graças a uma peça feita com impressora 3-D na própria fábrica.

 

Algumas montadoras também aumentaram o número de veículos de transportes, para que menos funcionários usem o mesmo ônibus. Na BMW, por exemplo, os assentos foram demarcados.

 

A Fiat/Jeep diz que cada veículo tem um “Capitão da Saúde”, que supervisiona o cumprimento das regras de transporte, como o uso de máscaras e o ocupação dos assentos.

 

No Amazonas, a Honda adotou horários diferenciados e intercalados. A Yamaha diz ter aumentado o número de rotas dentro da unidade, diluindo, assim, o fluxo.

 

A maioria das montadoras diz ainda que vai monitorar de perto eventuais casos suspeitos de Covid-19. Além de medirem a temporatura, Chevrolet, que só reabriu por enquanto a fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, e a Fiat/Jeep adotaram formulários eletrônicos que devem ser preenchidos pelos funcionários como uma autodeclaração de seus estados de saúde.

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