Lombo, filé mignon e picanha deixam a ceia de Natal mais cara neste ano


Alta das carnes puxa o preço da cesta de Natal, que aumentou em 9,16%, segundo a prévia do levantamento do IPC-Fipe  

 

Com a alta das carnes nos últimos meses, a cesta de produtos para a ceia de Natal ficou 9,16% mais cara neste ano em relação a 2023.

 

Segundo a prévia do levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o lombo de porco aumentou 19,72%, seguido pelo pernil (17,80%), filé mignon (16,87%) e picanha (14,94%). As carnes têm peso grande para os brasileiros, por causa dos churrascos de fim de ano.

 

Mas, entre os produtos que não podem faltar na mesa natalina, o azeite de oliva é o que mais subiu, 21,30%. Com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da segunda quadrissemana de dezembro de 2023 em relação à segunda quadrissemana de novembro de 2024, o preço médio da cesta ficou em R$ 439,30. No ano passado, o valor era de R$ 402,45.

 

 

O azeite de oliva, cujo preço deu saltos neste ano após a quebra de safra na Europa, lidera a lista de maiores aumentos da prévia da cesta de Natal do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), com 21,30%.

 

Em seguida, aparecem o lombo de porco com osso, que encareceu 19,72%, e o suco néctar de laranja litro, com alta de 16,19%.

 

 

Pesquisas de mercado indicam que produtos tradicionais da cesta de Natal do brasileiro podem sofrer neste ano a influência do comércio global e da logística internacional, resultando em dificuldade de importação e preços bem mais salgados.

 

 

Embora os espumantes brasileiros estejam entre os melhores do mundo, muitas garrafas para o Natal ainda são importadas da França, com complementos da Espanha e da Itália. As uvas-passas do panetone e do arroz à grega vêm da Argentina (79%), Irã e Uzbequistão.

 

“Neste ano, fatores como greves nos portos e a alta nos fretes marítimos, somados ao aumento do uso do modal rodoviário, adicionaram uma pressão significativa nos preços dos produtos importados”, observa.

 

No caso dos espumantes e também dos vinhos finos, o consultor de mercado Rodrigo Lanari vê outra tendência para o Natal deste ano. Em vez de aumentos, ele aposta em promoções, porque o mercado mundial está desaquecido, com pouca demanda.

 

 

“As importadoras estão com estoque alto. Além disso, a safra de vinho nacional foi boa. Pode haver uma certa inflação logística, mas a pressão mesmo deve ser para vender, ou seja, não tem muita margem para aumentos”.

 

 

Segundo o consultor, o Brasil consome 400 milhões de garrafas de vinho tinto (sendo 60% vinho de mesa) e 50 milhões de garrafas de espumantes. Cerca de 90% dos vinhos finos são importados, mas entre os espumantes, só 20% das garrafas vêm de fora.

 

 

O encarecimento dos alimentos tradicionais da ceia de Natal em 2024 tem explicações multifatoriais. Eventos climáticos adversos, como a seca severa e queimadas em regiões produtoras, afetaram negativamente a oferta de alimentos.

 

Essa redução na produção impactou diretamente os preços no mercado interno, especialmente de carnes e produtos agrícolas.

 

 

Outro fator significativo foi a elevação das exportações brasileiras, principalmente de carnes, para atender à demanda internacional aquecida. Com isso, houve redução na oferta interna, elevando os custos para o consumidor final.

A inflação acumulada, que superou a média histórica do período, também exerceu pressão adicional sobre os preços de diversos produtos.

 

 

Impacto no orçamento das famílias  

Para muitas famílias brasileiras, a alta nos preços dos alimentos tradicionais da ceia representa um desafio. A cesta de Natal, que reúne produtos essenciais para a celebração, tornou-se mais onerosa, exigindo maior planejamento financeiro.

 

Com um custo médio de R$ 439,30, essas despesas impactam de forma mais acentuada os orçamentos familiares, especialmente em um contexto de renda estagnada para grande parte da população.

 

Essa realidade força muitos consumidores a buscarem alternativas e estratégias para celebrar o Natal sem comprometer as finanças.

 

Desde substituições no cardápio até o compartilhamento de despesas entre familiares, as soluções criativas tornam-se essenciais para manter a tradição natalina.


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