Caso Jeff Machado: Suspeito do crime foi preso sem barba e aparentemente mais magro


Bruno de Souza Rodrigues foi capturado pela PM no Vidigal. Polícia Civil estava monitorando o produtor desde o início da semana.

 

O suspeito da morte de Jeff Machado foi encontrado por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal, na Zona Sul do Rio, com uma aparência diferente. A prisão de Bruno de Souza Rodrigues aconteceu nesta quinta-feira (15). Ele está aparentemente mais magro e sem a barba com a qual aparece nos cartazes que pediam informações.

Bruno foi encontrado em uma ação conjunta com a Polícia Civil. Foram duas semanas de buscas desde que a prisão foi decretada. O outro suspeito do assassinato, Jeander Vinícius, foi preso no dia 2 de junho.

 

O corpo de Jeff foi encontrado em um baú enterrado a 2 metros de profundidade e coberto de concreto em um casebre em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, no dia 24 de maio.

 

Bruno foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e ficou o tempo todo de cabeça baixa enquanto era conduzido pelos policiais.

 

Nesta semana, o Disque Denúncia anunciou uma recompensa de R$ 1 mil por pistas de Bruno. Na foto usada no cartaz, ele aparece com barba.

 

Na semana passada, a Justiça do Rio negou um pedido de habeas corpus para que Bruno aguardasse a conclusão do inquérito policial em liberdade.

Tráfico indicou o paradeiro

O g1 apurou que o tráfico de drogas que domina o Vidigal avisou a policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade onde Bruno estava ao perceber a movimentação de agentes pela favela.

 

Até então, o Comando Vermelho não sabia que Bruno tinha ido ao Vidigal. Tão logo viu a polícia chegando à entrada, porém, a chefia do tráfico mandou fazer uma rápida apuração e descobriu onde o suspeito se encontrava.

Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Bruno estaria há pelo menos 5 dias no Vidigal. Há 4 dias os investigadores iniciaram um monitoramento e nesta quinta-feira deflagraram a operação para prendê-lo.

“Ele estava entrando e saindo da comunidade, andando por diversos bares do Rio de Janeiro”, afirmou a delegada Ellen Souto.

 

Segundo Ellen, Bruno vendeu uma casa e recebeu uma entrada de dinheiro para se sustentar na fuga.

 

 

A especializada vinha seguindo os rastros de Bruno e descobriu, por exemplo, que o suspeito ficou em uma casa em Campo Grande.

 

Bruno foi levado para a 14ª DP (Leblon), que registrou a prisão, e seguiria para a DDPA, onde será ouvido. A reportagem tenta contato com a defesa do suspeito.

 

Relembre o crime

Segundo a polícia, o sonho de Jeff em deslanchar na carreira artística foi usado contra ele para que Bruno e Jeander pudessem obter ganho fácil.

 

Sem parentes no Rio de Janeiro e vivendo em um lugar afastado, Jeff foi considerado uma “vítima perfeita”, de acordo com a polícia.

 

Os investigadores afirmam que Bruno se passou pela vítima para alugar a casa usada para ocultar o corpo.

 

Segundo Jeander, padeiro, pedreiro e garoto de programa que atendeu Bruno, o produtor dopou Jeff na casa do ator e o matou afirmando que o prometido papel em uma novela finalmente ia sair.

 

Jeander disse que Bruno o mandou tomar banho para que gravasse com Jeff uma cena pornô. Ao sair do chuveiro, Jeander viu Jeff “morto na cama e amarrado”. “Que m*rda é essa, cara?”, perguntou a Bruno. “Vinícius, agora você está comigo”, responde o produtor.

 

 

Os dois colocaram o corpo num baú do ator e partiram para o casebre. No caminho, toparam com uma blitz da PM. O garoto de programa desobedeceu à ordem de parada, furou o bloqueio e passou a ser perseguido. Jeander conseguiu despistar a viatura e seguiu para o casebre. Lá, jogaram o baú no buraco aberto, fechado por Jeander.

 

Os dois vão até um mercado, onde Bruno dá R$ 300 ao jovem. Ele ainda pede indicação de um pedreiro para concretar o quintal.

 

 


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