Alvos de operações, traficantes de outros estados levavam vida de ostentação no Rio; um deles tinha até cão ‘armado’
Leonardo Costa Araújo, o Léo 41, e Breno Vinicius Garção Martins, o Matuto, gostavam de se exibir nas redes com motos, joias e armas. Ação policial de quinta-feira está entre as mais letais no estado desde 94.
Armas, joias e carros. Era assim que Leonardo Costa Araújo, o Léo 41 – criminoso que foi o mais procurado do Pará -, gostava de se exibir nas redes sociais.
Ele foi morto ao ser alvo de uma operação das polícias do Rio de Janeiro e do Pará na quinta-feira (23), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A ação na comunidade foi considerada uma das 10 mais letais no estado desde 1994.
Uma de suas marcas registradas era um grande colar de ouro com a bandeira do Pará e vários números 41 em alusão a sua alcunha no mundo do crime.
A ação deixou duas moradoras da comunidade feridas. O intenso tiroteio na região na tarde desta quinta provocou a suspensão das aulas, e 1.200 alunos foram impactados no turno da tarde. Em uma das unidades, crianças entraram em desespero durante a troca de tiros.
Carros, motos e ‘cão armado’
Outro criminoso, dessa vez de Sergipe, também foi alvo da operação e quinta-feira. Breno Vinicius Garção Martins, o Breno Ramster ou Breno Matuto, foi preso no Complexo da Maré, descalço e sem camisa.
Em nada lembrava o traficante que gostava de se exibir nas redes sociais com motos, bebidas, carros, dinheiro, drogas e armas.
Em uma das postagens, o traficante exibe um pouco da sua vida cercado de bebidas, dinheiro e a pistola com as cores do Flamengo, a mesma que foi apreendida na quinta-feira (23) durante a ação da Maré. Na sequência, ele se mostra em seu Land Rover com um fuzil.
‘Cão armado’
Em uma das fotos do diário on-line do traficante, ele chegou a exibir um “cão armado”, um animal da raça american bully, com uma espécie de coldre no torso onde é colocada uma arma.
O animal aparece ainda em meio a outros traficantes e com outros armamentos.

