Suspeito de levar menina do RJ ao MA teria falsificado documento de identidade que dizia que ela era sua irmã


Estratégia, segundo a polícia, seria para driblar alguma possível parada na estrada e justificar a presença de uma menor de idade no carro que seguia para o Nordeste. Homem responderá por cárcere, estupro e sequestro da menina de 12 anos.

 

A garota de 12 anos que desapareceu no Rio no último dia 6 foi levada de carro para São Luís (MA), onde foi achada trancada em uma quitinete. O açougueiro Eduardo da Silva, de 25 anos, foi preso por cárcere privado, estupro de vulnerável e sequestro.

A viagem de 3,1 mil km foi contratada por R$ 4 mil, mas a polícia ainda apura se foi feita por um aplicativo de transporte individual ou se foi combinada com o motorista por fora.

 

A vítima foi levada da escola, no Rio, pelo açougueiro, que chegou na cidade após pegar um voo do Maranhão. Os dois mantinham conversas pela internet há cerca de dois anos.

Os pais da garota tentam arrecadar dinheiro para ir a São Luís buscar a filha, que está em um abrigo de mulheres em situação de violência.

 

Novos detalhes do sequestro da menina de 12 anos que foi levada para o Maranhão surgiram nesta quarta-feira (15).

 

De acordo com a delegada Elen Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros do Rio de Janeiro (DDPA), a menina narrou aos policiais maranhenses que Eduardo da Silva Noronha, de 25 anos, planejou a ida dela para o Nordeste e chegou a falsificar um documento de identidade para a criança que afirmava que ela seria irmã dele (o documento teria tinha a mesma filiação para ambos).

 

A estratégia seria para driblar possíveis paradas policiais ou de outras autoridades durante a viagem de 3,1 mil quilômetros de distância entre os dois estados.

 

Ela explicou ainda que esse documento não foi encontrado na quitinete em que a menina estava presa, mas, caso seja localizada, Eduardo poderá responder ainda por falsificação de documentos.

 

Ele já tem inquérito aberto no Maranhão em que é investigado por sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável – quando se comete ato de natureza sexual com menor de 14 anos.

Polícia quer saber quem dirigiu até o Maranhão
O homem confessou à polícia que a beijou a menina, mas negou ter tido relação sexual com ela. A menina deve ser submetida a exame de corpo de delito ainda no Maranhão para que a polícia apure se houve a conjunção carnal.

A polícia ainda apura se a viagem foi feita por meio de aplicativo de transporte individual ou se foi combinada diretamente com um motorista.

Volta ao Rio deve acontecer na quinta
O pai da menina, Alessandro Santana, embarcou nesta quarta-feira (15) para São Luís, no Maranhão, para buscar a filha, que está abrigada na Casa da Mulher Brasileira – um centro de referência no atendimento a mulheres em situação de violência em São Luís.

Ele foi acompanhado de uma invstigadora da Polícia Civil, que deverá cuidar da segurança e bem-estar dos dois na volta ao Rio de Janeiro.


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