Brasileiros do RJ que vivem nos Estados Unidos contam sobre frio histórico no país


Os Estados Unidos está passando por um momento difícil e histórico devido a tempestade de inverno que já deixou mortos e causa diversos transtornos no país. Brasileiros que vivem no país estão passando por situações que nunca imaginavam.

 

Morando no país há 5 anos, Matheus Marlisson, é natural de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, e vive em Nova York, onde faz doutorado na Columbia University. Para passar o Natal com amigos, ele viajou para Kentucky e passou por um perrengue.

 

“Passamos pelos estados de Nova York Pensilvânia, Maryland, West Virginia e chegamos no Kentucky. O que era pra ser 13 horas de viagem se tornou 24 [horas]. Um nevoeiro tremendo. Saí para botar gasolina e mal sentia os dedos. Paramos numa área de descanso devido ao nevoeiro e ligamos os aquecedores do carro ao máximo. Era -30ºC, mas a sensação era de -50ºC”, diz.

 

A onda de frio deixou americanos presos em carros por dias no Estado de Nova York.

 

Matheus continua no local e pretendia retornar para Nova York nesta quarta-feira (28) de avião, pois diz que não tem condições de voltar dirigindo. Mas disse que vai precisar voltar de carro porque os voos estão sendo cancelados.

 

O doutorando conta que cada Estado tem uma recomendação diferente, mas é um consenso a de ficar em casa. Ele explica que as estradas ficam perigosas, pois a neve se mistura com a chuva e cria uma placa de gelo.

 

“Eles chamam de ‘black ice’, um tipo de gelo escuro que se confunde com a coloração da estrada. Caminhões ficam limpando a rua e jogando sal periodicamente”, conta.

 

Matheus diz que é acostumado com frio, por viajar muito devido a profissão, ele trabalha com Relações Internacionais, e diz que a onda de frio é um aviso sobre o aquecimento global e a importância de tomar medidas.

 

Do outro lado do país, a Flórida também está passando pela onda de frio, não na mesma intensidade como outros Estados. A Thais Azevedo, também é natural de Nova Friburgo, e conta que esse foi o Natal mais frio no local em anos, com temperaturas negativas.

Ela não tem saído de casa, mas diz que, quando precisa sair, usa roupas de neve.

 

“O mais frio aqui seria em torno de 10°C, mas nesse Natal fez temperatura negativa. Congelou as coisas, deu geada”, disse Thais que está no centro da florida, mas em outros locais foi ainda mais frio.

 

A família dela no Brasil fica preocupada e eles se falam todos os dias. Eles inclusive ficaram aliviados em saber que ela está de volta na Flórida, pois há uma semana havia feito uma viajem para Nova York.

 

 


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