Veja curiosidades do 1º turno das eleições 2022
Como foi a disputa presidencial nos estados e capitais? Qual foi o índice de abstenção? Quem foi o primeiro eleito? Confira lista sobre as eleições deste domingo (02).
Na divisão por regiões, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em todos os estados do Nordeste. Já Jair Bolsonaro (PL) teve seu melhor desempenho no Centro-Oeste e no Sul, onde teve a maior parte dos votos em todos os estados das duas regiões e no Distrito Federal.
No Sudeste, Bolsonaro ficou à frente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; já Lula venceu em Minas Gerais.
O Norte foi a região mais dividida, com Lula à frente em quatro estados (Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins); e Bolsonaro, em três (Acre, Rondônia e Roraima).
Desempenho dos presidenciáveis nas capitais
Veja qual candidato ganhou em cada capital no 1º turno
Bolsonaro venceu em todas as capitais da região Centro-Oeste. No Norte, também teve melhor desempenho em todas as capitais com exceção de Belém (PA), onde Lula venceu.
Lula teve melhor desempenho na região Nordeste, onde ganhou em todas as capitais com exceção de Maceió (AL).
No Sudeste, Bolsonaro ganhou em Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES). Já Lula ficou à frente em São Paulo (SP).
No Sul, Bolsonaro venceu em Curitiba (PR) e Florianópolis (SC); Já Lula ficou à frente em Porto Alegre (RS).
Na apuração dos estados, Lula foi o mais votados em 14 unidades da federação e no exterior. Já Bolsonaro teve mais votos em 12 estados e no DF.
Apenas uma mulher é eleita governadora no 1º turno; duas vão disputar o 2° turno
Apenas uma mulher foi eleita governadora no primeiro turno: Fátima Bezerra, do PT, que se reelegeu no Rio Grande do Norte. Outras duas vão disputar o segundo turno em Pernambuco: Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB).
No total, 32 mulheres se candidataram para o cargo de governador nas eleições deste ano, ante 170 homens.
Das 27 unidades da federação, 9 não tiveram nenhuma candidatada: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo
Os estados com mais candidatas foram: Minas Gerais (5), Paraná (3), Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Abstenção atinge 20,9%, maior percentual desde 1998; em 2018, foi de 20,3%
Mais de 32 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (2), segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,9%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.
Percentual de votos brancos e nulos é o menor desde 1994
O percentual de brancos e nulos da eleição deste domingo (2) é o menor desde 1994. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram 5,4 milhões, equivalente a 4,41% do total. Em 2018, brancos e nulos foram 8,8%.
O número de nulos e brancos flutuou entre 8 e 10% nas últimas 4 eleições, mas caiu quase 50% na disputa deste ano. Em 1994, foram 4,06% do total.
Ligeirinhos: veja os primeiros resultados das eleições 2022
Tereza Cristina (PP), ex-ministra da agricultura do governo Bolsonaro, foi a primeira senadora eleita pelo Mato Grosso do Sul, às 17h59 (horário de Brasília). O primeiro governador reeleito no país foi Ratinho Junior (PSD), pelo Paraná, às 19h30.
O primeiro governador que não concorria à reeleição a ser eleito em 2022 foi Clécio (SD), no Amapá. A confirmação ocorreu às 20h26.
A primeira confirmação de segundo turno para o governo estadual veio do Espírito Santo, entre Renato Casagrande (PSB) e Carlos Manato (PL), às 19h41.
Às 20h35, com a totalização da apuração no Distrito Federal, ocorreu a primeira confirmação para a Câmara dos Deputados. Bia Kicis (PL) foi a primeira deputada federal eleita em 2022.
No mesmo horário, Fábio Felix (PSOL) se tornou o primeiro eleito para uma assembleia estadual. Ele será deputado distrital, o que corresponde a deputado estadual no Distrito Federal.
PL de Bolsonaro elege oito senadores e terá a maior bancada do Senado em 2023
O PL, partido do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, terá a maior bancada no Senado Federal após as eleições gerais deste domingo.
A sigla elegeu oito senadores – e, com isso, ocupará 14 das 81 cadeiras do Senado na próxima legislatura, que começa em 2023.
O PL pode perder a liderança do ranking, no entanto, se União Brasil e PP efetivarem a fusão partidária anunciada por dirigentes das siglas neste sábado (1º). Neste caso, o novo partido chegaria a 16 senadores.
Veja a lista de senadores que o PL elegeu neste domingo:
Espírito Santo: Magno Malta
Goiás: Wilder Morais
Mato Grosso: Wellington Fagundes (reeleito)
Rio de Janeiro: Romário (reeleito)
Rio Grande do Norte: Rogério Marinho
Rondônia: Jaime Bagattoli
Santa Catarina: Jorge Seif
São Paulo: Marcos Pontes
Além deles, seguem na bancada do PL no próximo ano os senadores Carlos Portinho (PL-RJ); Carlos Viana (PL-MG); Flávio Bolsonaro (PL-RJ); Jorginho Mello (PL-SC); Marcos Rogério (PL-RO) e Zequinha Marinho (PL-PA).
Deputado gay Fábio Félix : o parlamentar mais votado da história da Câmara do DF
De um lado, o Distrito Federal reelegeu Ibaneis Rocha (MDB) como governador com 50,30% dos votos e deu a Jair Bolsonaro (PL) 51,65% dos votos para a Presidência. De outro, o deputado distrital Fábio Félix (PSOL) conquistou a reeleição na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) como o parlamentar mais votado na história de Brasília, com 51.792 votos. Nas eleições de 2018, o parlamentar ficou com a 26ª maior votação, com 10.955 votos.
Fábio Félix não é o único político de esquerda a conquistar a Câmara Legislativa do DF. Chico Vigilante (PT) foi o segundo parlamentar mais votado, com 43.854 dos votos. Em seguida, Max Maciel (PSOL) recebeu 35.758 votos.
