Prefeitura confirma primeiro caso da varíola dos macacos no Rio


A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou nesta quarta-feira (15) o primeiro caso de varíola dos macacos no município do Rio.

 

Segundo a pasta, trata-se de um homem brasileiro, de 38 anos, residente em Londres, que chegou ao Brasil em 11 de junho e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte. O resultado positivo foi confirmado nesta terça-feira (14).

O paciente está com sintomas leves, em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio).

 

Todas as cinco pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitoradas. O vírus da varíola dos macacos é da mesma família da varíola comum, mas menos grave e prevalente, e por isso as chances de infecção de grandes populações é considerado baixo.

 

A transmissão da varíola dos macaco se dá principalmente quando alguém tem contato próximo com uma pessoa infectada. O vírus pode entrar no corpo por lesões da pele, pelo sistema respiratório ou pelos olhos, nariz e boca. Depois da infecção, leva-se geralmente de 5 a 21 dias para os sintomas surgirem, que geralmente são leves e desaparecem por conta própria em cerca de três semanas.

 

Primeiro caso no Brasil
A infecção viral já se espalhou por mais de 30 países, incluindo o Brasil. O primeiro caso de varíola dos macacos no país foi confirmado na cidade de São Paulo.

 

O paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença, foi colocado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.

Mudança de nome
Após mais de 1.600 casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está colaborando com especialistas para adotar um novo nome para a varíola dos macacos.

 

 

A iniciativa ocorre depois que mais de 30 cientistas escreveram na semana passada sobre a “necessidade urgente de um (nome para a doença e para o vírus) que não seja discriminatório nem estigmatizante”.

 

Para o grupo de pesquisadores, que sugeriu o nome hMPXV, há também diversas referências incorretas e discriminatórias ao vírus como sendo africano.

 

A doença matou 72 pessoas em países onde ela é considerada endêmica (presente numa região de forma permanente, com números constantes por vários anos), como áreas de floresta tropical na África Central e na África Ocidental.

 

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