Secretaria de Saúde investiga morte suspeita por febre maculosa em São João da Barra, no RJ


A secretaria municipal de Saúde de São João da Barra, no Norte Fluminense, está investigando um caso suspeito de morte por febre maculosa no município.

 

 

De acordo com a secretaria de Saúde, uma amostra do sangue do paciente foi coletada e enviada para análise no Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), no Rio de Janeiro. “O Núcleo de Controle de Zoonoses irá atuar quanto à identificação do vetor. A Secretaria de Estado de Saúde já foi notificada pelo município sobre o caso suspeito”, informou o município.

 

 

Um homem, que não teve a idade e nome revelados, deu entrada em uma unidade hospitalar da cidade no fim da tarde de segunda-feira (20), mas não resistiu e morreu no início da madrugada desta quarta-feira (22).

 

Campos confirma caso em criança
Na semana passada, a cidade vizinha a São João da Barra, Campos dos Goytacazes, confirmou a morte de uma criança de seis anos por febre maculosa.

 

Por conta disso, a Secretaria Municipal de Saúde está fazendo um trabalho de campo intenso para tentar identificar e combater focos do carrapato-estrela, que é o responsável pela transmissão da bactéria do gênero Rickettsia, causadora da doença.

 

De acordo com a Prefeitura, durante o trabalho na comunidade Cafuringa, no distrito de Travessão, onde a família da criança mora, foram encontrados carrapatos nas paredes da casa, entulho e até uma capivara, que é um dos animais hospedeiros da bactéria.

 

 

Ainda durante os trabalhos, as equipes ficaram sabendo da morte de uma outra criança, de dois anos, em circunstâncias semelhantes, no início do ano passado. Mas, na época, a morte foi tratada como causa desconhecida.

 

 

Nesta semana, a comunidade de Cafuringa recebeu uma nova inspeção de especialistas e técnicos das Secretarias Municipal e de Estado de Saúde (SES) e da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

 

 

Durante os trabalhos, realizados nesta segunda-feira (20), foram coletadas amostras de sangue de quase 80% dos moradores da comunidade e também amostras de sangue de animais para elaboração de inquérito soroepidemiológico, que poderá apontar se a bactéria do gênero Rickettsia rickettsii, transmissora da doença, já é endêmica na região.

 

 

 

As amostras serão analisadas no Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e a previsão é de que o resultado seja emitido em uma semana.

 

 

A confirmação da febre maculosa como causa da morte da criança de 6 anos, coloca Campos como área de interesse para monitoramento. A enfermidade não causa epidemia, mas é uma doença de altíssima letalidade.

 

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