RJ autoriza redução de intervalo da 2ª dose da AstraZeneca de 12 para 8 semanas


Nova recomendação será encaminhada aos municípios, que decidirão se seguem a orientação. Secretaria de Saúde informou que o objetivo é acelerar ainda mais o esquema vacinal, já que há estoque.

 

O Governo do Rio de Janeiro decidiu autorizar a redução do intervalo da segunda dose da vacina AstraZeneca de 12 para 8 semanas. A nova recomendação será encaminhada aos municípios nesta terça-feira (13), e cada cidade decidirá se acata ou não a orientação.

 

A medida, segundo a Secretaria de estado de Saúde (SES), tem como objetivo acelerar ainda mais o esquema vacinal, já que os municípios já estão com estoque disponível do imunizante para segunda dose.

 

A pasta informou ainda que a decisão foi acordada com representantes do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e após consulta ao grupo de especialista e epidemiologista da SES.

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio disse que vai avaliar a recomendação.

 

 

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda 12 semanas, mas o prazo foi encurtado por gestores que buscam ampliar a proteção da população contra a variante delta do coronavírus.

 

 

Outros estados brasileiros — como Pernambuco, Acre, Santa Catarina e Tocantins — já tinham decidido encurtar o intervalo para aumentar a proteção contra a variante delta mesmo sem orientação do governo federal.

 

 

Previsão em bula
A bula da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção e importação da tecnologia da AstraZeneca, já informa que “a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira”.

 

 

A AstraZeneca reafirmou em nota que “os estudos realizados até o momento demonstram que a vacina é eficaz na prevenção da Covid-19 sintomática quando aplicada neste intervalo de tempo”, de 4 a 12 semanas.

 

A farmacêutica disse, ainda, que a vacinação com a segunda dose após 60 dias “foi avaliada em estudos clínicos – e, por isso, está aprovada”.

 

Já o Ministério da Saúde informou que “acompanha a evolução das diferentes variantes do Sars CoV-2 no território nacional e está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado”. A pasta também disse que “o tema foi, inclusive, discutido amplamente na Câmara Técnica Assessora em Imunizações, em reunião realizada no dia 2 de julho deste ano, sendo que o parecer (…) foi a de manutenção deste intervalo”.


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