Oxford e AstraZeneca testam nova vacina contra a variante Beta da Covid-19
Universidade e laboratório esperam reunir 2.250 voluntários de Reino Unido, África do Sul, Brasil e Polônia nas fases 2 e 3 de testes de novo imunizante.
A Universidade de Oxford anunciou neste domingo (27) que começou a testar em humanos uma nova vacina contra a variante Beta do coronavírus, inicialmente detectada na África do Sul. O imunizante foi desenvolvido com o laboratório AstraZeneca.
Em comunicado, a universidade britânica e o laboratório anglo-sueco afirmaram que esperam reunir 2.250 voluntários no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Polônia nas fases 2 e 3 do ensaio clínico em humanos.
O protótipo da vacina usa a mesma tecnologia de “vetor viral” presente na vacina de Oxford que já é utilizada em vários países. Porém, o novo imunizante tem pequenas alterações genéticas na proteína “spike” com base na variante Beta.
Acredita-se que as vacinas atuais enfrentem mais resistência da variante Beta do coronavírus, embora todas pareçam ser muito eficazes na prevenção de suas consequências mais graves.
O estudo será realizado tanto com voluntários que já foram vacinados, quanto os que ainda não receberam nenhuma dose de uma vacina da Oxford ou de mRNA, como a da Pfizer.
Para voluntários que receberam as duas doses, a nova vacina será testada três meses após a última aplicação. Caso a pessoa tenha recebido apenas a primeira dose, a segunda poderá aplicada no teste depois de um mês.
Os participantes do teste clínico que não foram vacinados receberão duas doses da nova vacina com intervalo de um a três meses entre as aplicações.
A universidade e o laboratório afirmaram que pretendem ter dados provisórios desses testes ainda este ano para enviá-los à revisão regulatória.

