Prefeitura do Rio usa sedativos de unidades veterinárias para atender pacientes com Covid-19 no Ronaldo Gazolla


Medicamentos não são de uso exclusivo veterinário. Rio teve uma queda na busca por unidades básicas de saúde e de emergência por pessoas com sintomas da Covid-19 nos últimos 7 dias, mas medidas restritivas seguem valendo.

 

Sedativos do Centro de Controle de Zoonoses do Rio, assim como analgésicos e anestésicos, foram levados para o Hospital Ronaldo Gazolla, unidade de referência para o tratamento da Covid-19 na rede municipal, para suprir a falta destes medicamentos. Os remédios não são de uso exclusivo veterinário. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de saúde, Daniel Soranz.

 

A transferência faz parte de um esforço que reúne também as unidades municipais, estaduais e federais, além dos hospitais particulares, de distribuição deste tipo de medicamento para que não falte insumos em nenhum local de atendimento, segundo o secretário.

 

“As cirurgias eletivas estão suspensas na cidade do Rio. E isso inclui as cirurgias no centro de veterinária. Não faz o menor sentido continuar consumindo itens essenciais para intubação e para a saúde humana nas unidades veterinárias. Então a gente está utilizando todo este material relativo a sedativos e a bloqueadores neuromusculares nas unidades que têm um alto atendimento de pessoas com Covid ou outras doenças em que são necessárias a intubação”, afirmou Soranz.

 

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Segundo o secretário, toda a rede está em diálogo para que não falte medicamentos. Soranz afirmou que as unidades de saúde possuem sedativos para três dias.

 

“Todos os hospitais, municipais, estaduais e federais, têm um abastecimento para três dias e a gente tem remanejado para toda a rede para que não falte em nenhuma unidade e que a gente consiga manter um equilíbrio neste fornecimento. Toda a rede SUS e a rede privada estão contribuindo para a manutenção destes insumos, que são estratégicos. Por isso, o ministério da saúde centralizou esta compra e tem distribuído por meio do governo do estado, que é responsável por esta logística”, disse o secretário.

 

Desde o começo da pandemia, o Ministério da Saúde vem centralizando a compra do chamado kit intubação. Soranz afirmou que a cidade recebeu insumos esta semana e espera receber mais.

 

 

Em algumas unidades, profissionais da saúde denunciaram a falta de sedativos para o atendimento a pacientes graves de Covid-19. O Rio possui o maior número de pacientes intubados devido à doença desde o começo da pandemia.

 

 

Uma enfermeira do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, diz que pacientes com a forma mais grave da doença estão intubados, acordados e amarrados aos leitos devido à ausência dos medicamentos.

Medicamentos do kit intubação são remanejados para atender unidades de saúde

 

Ministério vai entregar medicamentos
O Ministério da Saúde informou na quinta-feira (15) que o Rio de Janeiro vai receber cerca de 324 mil medicamentos para intubação comprados por um grupo de empresas e doados para o SUS.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 55 hospitais vão receber anestésicos e 36 unidades vão receber sedativos. As autoridades estaduais não informaram quais locais receberão os insumos.

 

O governo disse que a quantidade entregue vai ser suficiente para sete dias.

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Ministério Público Federal (MPF) cobraram as autoridades estaduais sobre o abastecimento das unidades de saúde sobre este tipo de medicamento.

 

Medidas mantidas
De acordo com Soranz, a cidade do Rio de Janeiro teve uma queda na busca por unidades básicas de saúde e de emergência por pessoas com sintomas da Covid-19 nos últimos 7 dias.

 

Ainda assim, os números de casos e ocupação das unidades de saúde são altos, o que justifica o prosseguimento das medidas de restrição.

“Mas ainda em um patamar alto, que não permitem mudanças nas medidas de proteção à vida”, afirmou o secretário.

Segunda dose
De acordo com o secretário, 5% das pessoas vacinadas contra a Covid-19 não retornaram para a segunda dose. A Prefeitura possui um cadastro com dados das pessoas que deixaram de tomar a vacina.

 

 

“A gente já realiza busca ativa com os agentes comunitários de saúde para as pessoas tomarem as doses que não foram dadas na dada correta. A nossa recomendação é que as pessoas procurem as unidades de saúde”, disse Soranz.

Ele alertou que o cumprimento das datas é importante para garantir a cobertura vacinal máxima proporcionada pelo imunizante.

Prefeito está estável
Daniel Soranz afirmou que o estado de saúde de Eduardo Paes, diagnosticado com uma reinfecção da Covid-19 na quinta-feira (16) é estável.

“O prefeito foi diagnosticado ontem com Covid-19, está em observação e deve se manter em repouso. Ele se encontra bem”, destacou.

Ele participaria do anúncio do boletim epidemiológico, mas a recomendação do secretário foi de que o prefeito ficasse descansando.

Medidas prorrogadas
A prefeitura prorrogou as medidas restritivas de combate à doença na cidade. As regras foram divulgadas no Diário Oficial do município. As determinações que já estavam valendo na cidade foram estendidas até o dia 27 de abril.

Seguem proibidas a abertura de boates e a realização de eventos. Ficar na areia da praia segue proibido, sendo permitidas apenas as atividades esportivas individuais e coletivas, sem causar aglomeração.

Também segue sem permissão o trabalho de ambulantes na praia e o estacionamento na orla. Os únicos habilitados a parar veículos são os moradores da região. As feiras especiais, como as de artesanato, seguem fechadas.

A permanência nas ruas fica proibida entre 23h e 5h.

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