Volta às aulas no RJ tem cartilha de recomendações e cuidados contra a Covid-19


Governo do estado liberou retorno de escolas particulares para a próxima segunda (14), mas diz que prefeituras decidem datas. Capital ainda não definiu, mas disse ter plano pronto. Escolas estaduais abrem dia 5 de outubro para alunos sem internet e computador em casa.

O retorno das aulas presenciais nas escolas particulares do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira (14) ainda divide opiniões e cria expectativas. Já as escolas estaduais reabrem no dia 5 de outubro somente para os alunos que estão sem acesso à internet ou computadores.

 

O governo do estado elaborou uma cartilha com recomendações e cuidados para o retorno seguro. Veja abaixo na reportagem os principais pontos.

 

A decisão da volta das escolas estaduais faz parte do mesmo decreto publicado no dia 19 de agosto, que autorizou a volta das escolas particulares. O governo do RJ informou que o decreto é apenas uma orientação e que cada município irá definir a sua data.

 

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Na capital, a prefeitura ainda não definiu a volta dos alunos. As escolas reabriram somente para o trabalho interno. De acordo com a prefeitura, já foi elaborado um plano para o retorno e o documento foi encaminhado para o comitê estratégico, para que seja aprovado.

 

Quando a reabertura for definida as escolas vão receber equipamentos necessários e orientação, disse a administração municipal.

 

O que diz a cartilha
Estão na lista medidas que envolvem transporte escolar e cuidados nas salas de aula e na alimentação.

 

uso de equipamentos de proteção;
distanciamento de 1 m a 1, 5 m entre os alunos;
manutenção dos aparelhos de ar condicionado;
limpeza dos ambientes
nas salas de aula, mesas e cadeiras devem ficar perto de paredes e janelas sempre abertas;

alunos não podem sentar de frente uns para os outros;
não é permitido compartilhar pratos, talheres e copos;
Também existe uma preocupação com as medidas sobre possíveis casos de Covid.

 

Segundo Alexandre Chieppe, médico da secretaria de Saúde, a ocorrência de um caso suspeito deve ser imediatamente comunicado para que se faça o monitoramento. Ele defende que os pais ajudem na fiscalização junto com o governo.

 

“Todos nós estamos preocupados, mas os pais estão com os filhos ali dentro. Acho que é um direito e um dever desses pais participarem do processo de monitoramento do retorno seguro. É uma ação conjunta”, afirmou Chieppe.

 

O que dizem especialistas
A reportagem do RJ1 ouviu especialistas na área da Educação sobre o retorno das aulas presenciais. Eles pedem cautela na reabertura.

 

 

O epidemiologista Wanderson Cleber de Oliveira é autor de um estudo sobre retorno de aulas em outros países durante a pandemia.

 

 

Ele mostra que, por exemplo, a Alemanha fez o retorno gradual e com medidas de higiene e distanciamento quando a curva de mortes estava em queda no país. Com a volta dos alunos, a curva permaneceu em queda.

 

 

Não foi o que aconteceu em Israel. O país reabriu as escolas para todos de uma só vez e sem medidas de distanciamento ou uso de máscaras. A curva que estava em baixa voltou a subir e as escolas voltaram a ser fechadas.

 

 

Na opinião de Claudia Costin, diretora do Centro de Políticas Educacionais da FGV, a decisão da volta às aulas é muito delicada.

 

“É importante que o retorno aconteça quando as autoridades nos digam que a curva achatou o suficiente para voltarmos sem o riscos grandes. A minha recomendação é que tudo seja feito com cuidado e diálogo entre autoridades sanitárias e educacionais e também com a preparação de escolas e professores.”

 

Inês Barbosa de Oliveira é professora de pós-gradução da Uerj. Ela diz que muitos já estão cansados de ficar em casa e os pais precisam voltar ao trabalho.

 

“Você tem aí que pensar em medidas alternativas. O isolamento social entre crianças e adolescentes é uma impossibilidade. Então, os protocolos que estão sendo colocados para a volta às aulas eu entendo que são inaplicáveis”, afirmou.a

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