Apontado como chefe dos ‘Guardiões do Crivella’ já foi investigado na ‘CPI da Márcia’


Marcos Paulo de Oliveira Luciano, o ML dos grupos de assessores pagos para agredir repórteres, foi citado pelo prefeito na reunião de evangélicos em que Crivella prometeu encaminhamento de cirurgias.

O homem apontado como chefe dos “Guardiões do Crivella” também foi investigado no “Caso Fala com a Márcia”.

 

 

Marcos Paulo de Oliveira Luciano, o ML dos grupos de assessores pagos para agredir repórteres na porta de hospitais, é o Marquinhos citado pelo chefe — o prefeito Marcelo Crivella — na reunião de julho de 2018, com 250 pastores e líderes evangélicos, em que ofereceu facilidades.

 

 

Marcos Luciano chegou a prestar depoimento à CPI aberta na Câmara de Vereadores. Ele confirmou que estava no encontro, mas negou que tenham acontecido pedidos para furar a fila do Sisreg.

 

 

Após nove meses de investigação, a CPI do Sistema de Centrais de Regulação (Sisreg), mais conhecida como CPI da Márcia, concluiu não haver provas contra o prefeito Marcelo Crivella.

 

Buscas na casa de ML
Assessor especial do gabinete do prefeito desde 2017, Marcos Luciano recebeu R$ 10,5 mil em julho.

 

 

O trabalho vem sendo recompensado pela prefeitura: em agosto, teve um aumento e passou a ganhar R$ 18 mil.

 

 

Marcos Luciano dava ordens num dos grupos de conversas de assessores: “Marquem durinho aí, hein. Não dá mole pra eles não.” ML também cobrava quando alguém faltava aos plantões.

 

 

Na investigação sobre os “Guardiões do Crivella”, a polícia fez buscas na casa de Marcos Luciano. Agentes apreenderam quase R$ 10 mil em dinheiro e equipamentos eletrônicos.

 

 

“Todo esse conteúdo que foi apreendido, notebook, tablets, a gente saber de fato se ele era o líder ou se havia alguém em cima dele”, afirmou o delegado William Pena Júnior.

 

Pena Júnior disse ainda que a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil do RJ espera ouvir, até a próxima sexta-feira (4), a Chefia de Gabinete do prefeito Marcelo Crivella.

 

 

Os policiais querem saber quem mandou criar e quem organizava o grupo de funcionários comissionados que intimidavam a população e a imprensa na porta de hospitais.

 

 

O grupo é investigado por pelo menos três crimes: atentado à segurança de serviço de utilidade pública, que é a imprensa; associação criminosa e advocacia administrativa, porque eram funcionários pagos com dinheiro público exercendo uma função que não era pública.

 

 

A polícia também ouviu Daniela Rocha Pinto de Jesus, que vigiava um hospital, na Ilha do Governador, e José Robério Vicente Adeliano, que tentou impedir uma entrevista na porta do Hospital Salgado Filho, no Méier, na segunda-feira (31).

 

 

O Ministério Público abriu um inquérito civil para investigar se o prefeito e agentes públicos cometeram crime de improbidade administrativa, e o Ministério Público Federal também pediu uma investigação para saber se o prefeito cometeu crime eleitoral.

 

O que diz a prefeitura
A Prefeitura do Rio, em nota conjunta em nome dos citados na reportagem, afirmou que funcionários ficam nas portas dos hospitais para esclarecer a população.

 

 

A prefeitura também lamentou que o Ministério Público tenha recebido a denúncia.

 

O município reafirmou o propósito de continuar trabalhando em benefício da população.

 

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