Cláudio Castro se reúne com secretariado na segunda; agenda inclui temas como Regime de Recuperação Fiscal e volta às aulas


O governador em exercício, Cláudio Castro, se reúne na segunda-feira (31) com todo o secretariado para discutir a situação econômica do estado, o Regime de Recuperação Fiscal e os protocolos de volta às aulas. A agenda está marcada para as 9h no Palácio Guanabara, sede do governo.

 


O Regime de Recuperação Fiscal, que expira no próximo sábado (5), permitiu o saneamento das contas públicas do RJ e suspendeu o pagamento das dívidas do estado com a União por 3 anos.

 

Cláudio Castro não tem agenda oficial neste domingo (30). Ele deve passar o dia com a família.

 

No sábado (29), o governador em exercício se encontrou com o secretário Estadual de Saúde, Alex Bousquet, para tratar das medidas de combate à pandemia de Covid-19. Após um período de estabilidade e até de queda da média móvel, o número de casos no estado voltou a crescer.

 

 

Reunião com a cúpula da segurança
A primeira agenda do governador em exercício aconteceu na sexta-feira (28), horas depois de Wilson Witzel ter sido afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeitas de corrupção. Ele se reuniu com a cúpula da segurança.

 

Em nota emitida na tarde de sexta, Castro disse que “conduzirá o Estado com transparência e responsabilidade para que a economia e os cidadãos não sejam afetados e reitera a importância do respeito ao cumprimento do devido processo legal, pilar da democracia”

 

Castro é alvo de investigação

 

Castro também foi alvo de investigação na Operação Tris in Idem, que culminou no afastamento de Witzel. No entanto, ele foi alvo apenas de mandados de busca e apreensão – não houve determinação de prisão nem de afastamento dele do cargo.

 

Castro estava em Brasília quando recebeu a notícia de afastamento de Witzel. Ele embarcou em um avião rumo ao Rio pela manhã, após se tornar pública a operação deflagrada com base na decisão do STJ, e chegou ao palácio por volta das 14h.

 

O advogado de Cláudio Castro esteve no imóvel dele, onde foi cumprida a busca e apreensão, e afirmou que foi pego de surpresa e que vai tomar as medidas necessárias assim que tiver acesso ao processo.

 

Linha sucessória sob investigação

 

O afastamento de Wilson Witzel do cargo de governador foi determinado pelo STJ pelo prazo de 180 dias, ou seja, por seis meses.

 

Os dois primeiros nomes da linha sucessória dele, ou seja, que devem assumir o cargo na ausência do governador, são o vice Cláudio Castro e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado André Ceciliano.

 

Ambos também são investigados por suspeitas de participação no mesmo esquema de corrupção que, segundo a PGR, é comandado por Witzel.

 

Se os três – governador, vice-governador, e presidente da Alerj – forem afastados do cargo, quem assume o governo é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, atualmente comandado pelo desembargador Claudio de Mello Tavares.

 

Conheça o vice
Cláudio Bonfim de Castro e Silva, de 41 anos, nasceu em Santos e se formou em Direito, mas fez carreira como cantor gospel

 

Filiado ao PSC, é o segundo vice-governador mais novo da história do RJ — ficando atrás apenas de Roberto Silveira eleito com 32 anos de idade, nos anos 1950.

 

Castro começou na política em 2004 como chefe de gabinete do então vereador Márcio Pacheco (PSC), denunciado pelo Ministério Público do Rio por integrar um suposto esquema de rachadinhas na Alerj.

 

A defesa de Márcio Pacheco foi procurada pela TV Globo, mas não obteve retorno.

 

Em 2016, com 10 mil votos, foi eleito vereador. Cumpria seu segundo ano de mandato quando foi convidado a concorrer na chapa de Wilson Witzel, indicado pelo Pastor Everaldo, presidente do PSC preso nesta sexta.

 

No governo, esteve à frente do Detran e do Departamento de Estradas de Rodagem.

 

Suspeitas
De acordo com a delação do ex-secretário Edmar Santos, o vice-governador se beneficiava de um esquema no qual, segundo o Ministério Público Federal, a Alerj repassava as sobras de seu orçamento para a cota única do tesouro estadual.

 

Desta conta única, os valores “doados” eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde, de onde era repassado para fundos municipais de saúde dos lugares indicados pelos deputados, que por sua vez recebiam de volta parte dos valores. Segundo Edmar, Castro fazia a articulação entre deputados e prefeitos e o governador.

 

Claudio Castro também é citado em investigações de fraudes na Fundação leão XIII, ligada ao gabinete do vice-governador.

 

Carreira na música gospel
Castro foi indicado duas vezes ao prêmio de melhor cantor católico do Brasil, nos anos de 2012 e 2016, tendo ficado entre os cinco primeiros do país.

 

Antes, cantou por 15 anos no grupo Em Nome do Pai. Em 2011, lançou o primeiro CD solo, com o mesmo nome da antiga banda. Em 2015 saiu o álbum “Dia de celebração”.

 

Nota do governador em exercício:
“O governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, lamenta os acontecimentos na manhã desta sexta-feira (28/08) e ressalta estar com a consciência tranquila e totalmente à disposição para colaborar com as investigações. Advogado de formação, ele confia na Justiça e na garantia ao amplo direito de defesa a todos os envolvidos para que os fatos possam ser devidamente esclarecidos para a sociedade.

 

Cláudio Castro conduzirá o Estado com transparência e responsabilidade para que a economia e os cidadãos não sejam afetados e reitera a importância do respeito ao cumprimento do devido processo legal, pilar da democracia.

 

O governador em exercício afirma que acredita na missão confiada por Deus e que Ele lhe dará a sabedoria necessária para conduzir o Estado com firmeza, ouvindo a todos que querem o bem do Rio de Janeiro e da população fluminense.”

 

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