Após morte de petroleiro, Sindipetro denuncia surto de Covid-19 na P-12


O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) denunciou um surto de Covid-19 na plataforma P-12, na Bacia de Campos.

Na madrugada dessa segunda-feira (17), a entidade já havia confirmado a morte do petroleiro Jonas Barbosa do Espírito Santo, de 54 anos, que atuava na P-43 e estava internado em um hospital de Nova Friburgo, na Região Serrana.

De acordo com o Sindipetro, 15 trabalhadores da P-12 apresentaram sintomas de coronavírus nas duas últimas semanas. Ao todo, seis pessoas testaram positivo para a doença e outras sete aguardam resultado dos exames, sendo duas com sintomas.

Em nota, o sindicato também relatou que, no dia 10 de agosto, dez trabalhadores desembarcaram normalmente na troca de turma e nenhum deles apresentava sintomas. Só que em casa, três trabalhadores apresentaram sintomas, dois com resultado positivo para Covid-19 e um aguardando resultado de testagem.

 

 

Segundo o boletim divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério de Minas e Energia, 1.934 trabalhadores diretos da Petrobras (sem contar os terceirizados) já foram infectados pelo coronavírus, com três mortes desde o início da pandemia.
Morte na Bacia de Campos – A morte de Jonas do Espírito Santo causou comoção entre familiares e colegas de trabalho. Filha do petroleiro, a advogada Camile Fonseca do Espírito Santo foi presidente do PT de Macaé.
Coordenador-geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, lamentou a morte do colega. “Jonas era uma das maiores referências que nós do Sindipetro-NF tínhamos nas plataformas. Articulava conosco as pautas das categoria e greves. Meu Deus. Nem sei o que falar. Só peço que tenhamos forças para superar a dor”.
Contestações – A Petrobras tem sido contestada por não divulgar os dados da Covid-19 nas plataformas ou na Bacia de Campos. A estatal tem alegado direito de sigilo dos pacientes. “Reforçamos todas as medidas já adotadas pela companhia no combate à Covid-19 e informamos que a companhia não confirma casos por conta do sigilo médico”, diz a estatal em nota, completando:
“A Petrobras tem compromisso com o cuidado e a proteção dos colaboradores, incluindo seus familiares e pessoas próximas. Por isso a Petrobras não vai informar quando algum colaborador tiver confirmação ou complicações decorrentes da Covid-19. A companhia entende que, em linha com nosso valor de respeito às pessoas, a garantia da privacidade e do sigilo se sobrepõe nessas situações. Informações individuais dos colaboradores devem ficar restritas aos profissionais de saúde, resguardando inclusive o sigilo médico”.

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