Apesar da crise, Campos ainda tem Orçamento maior que cidades com mais população


A estimativa de arrecadação de mais de R$ 1, 8 bi para 2020 em Campos não deverá se confirmar ao final do exercício fiscal deste ano. Técnicos e especialistas em finanças fazem previsões de que as receitas fiscais não devem chegar a R$ 1,7 bi.

Outros apostam que a execução orçamentária não deve passar de R$ 1,6 bilhão, diante da queda nos royalties do petróleo e outros repasses governamentais, além dos tributos municipais. No entanto, por mais que o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) se ponha a reclamar da situação, o quadro das receitas municipais não é diferente de outras cidades do mesmo porte do maior município do interior fluminense, de cerca de 510 mil habitantes. Listamos estas cidades e seus respectivos orçamentos;

 

Pelo contrário, há municípios também de médio porte com maior população, mas com receitas menores que Campos. Para ficar apenas no Estado do Rio de Janeiro, em São Gonçalo, que tem 1 milhão de habitantes, a estimativa de Orçamento para este ano é de R$ 1,4 bilhão, arrecadação 28% menor que a de Campos, mas com o dobro da população.

 

Já em Nova Iguaçu, de 820 mil moradores, a previsão de receitas é de R$ 1,6 bilhão. Belfort Roxo tem orçamento previsto de R$ 800 milhões. O município, situado também na Baixada Fluminense, tem quantitativo populacional semelhante ao de Campos, de 510 mil habitantes. São João de Meriti, também naquela região, com 480 mil habitantes, tem uma peça orçamentária prevista de R$ 750 milhões. 

 

 

No Espírito Santo, o município de Vila Velha, na Grande Vitória, com cerca de 500 mil moradores, deve ter este ano um Orçamento aproximado de R$ 1,1 bilhão. Cariacica, de 400 mil habitantes, tem receita orçamentária prevista de R$ 700 milhões. Serra, de 500 mil moradores, também na região metropolitana da capital capixaba, tem orçamento estimado este ano de R$ 1,7 bilhão.

 

Em Feira de Santana, maior cidade do interior da Bahia, com 650 mil habitantes, a previsão de arrecadação para 2020 é de R$ 1,4 bilhão.

 

Algumas capitais também com população na faixa de meio milhão de habitantes também têm previsão orçamentária menor do que Campos.

 

É o caso de Porto Velho (RO), com 500 mil habitantes, tem expectativa de receita de R$ 1,4 bilhão. Rio Branco (AC), também com cerca de 400 mil moradores, tem Orçamento previsto de R$ 1 bilhão. Macapá (AP)com população de mais de 500 mil pessoas, tem estimativa orçamentária de R$ 800 milhões, a mesma população e previsão de metade do Orçamento da prefeitura campista. 

 

 

CAMPOS – A folha de pagamento dos servidores de Campos é de mais de R$ 1 bilhão este ano, somando-se os encargos. O orçamento da Saúde consome R$ 747 milhões; a Educação fica com R$ 366 milhões. Assim, a conta não fecha numa equação impraticável.

 

No início do ano, o prefeito Rafael Diniz chegou a anunciar medidas de austeridade no início do ano, como a redução de 10% nos seus salários e da vice-prefeita Conceição Santana, providência que não representou impactos significativos nas finanças da prefeitura. Os salários dos secretários e outros cargos em comissão (DAS), no entanto, continuam intactos.

 

Em 2019, a folha de pagamento foi de R$ 948,2 milhões. Mas este ano, a previsão é de despesas líquidas com a folha é de um gasto maior, de R$ 975 milhões. Apesar da crise.

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