Imagens mostram dezenas de postes do Arco Metropolitano cortados ou no chão
Motoristas e pedestres reclamam da falta de iluminação e presença escassa da polícia. Obra, que custou quase R$ 2 bilhões, tem 71 quilômetros de extensão e foi inaugurada para desafogar o tráfego das estradas que dão acesso ao Rio.

Obra que consumiu quase R$ 2 bilhões em sua construção, o Arco Metropolitano, hoje, é um cemitério de postes e um caminho cada vez mais perigoso para quem ainda circula por lá.
O Bom Dia Rio percorreu a via — inaugurada em 2014 para desafogar as estradas que dão acesso ao Rio — e encontrou dezenas de postes cortados. Alguns estavam tombados no canteiro central; outros, cerrados.
Bandidos os derrubam para roubar as baterias solares. Em janeiro deste ano, o RJ1 mostrou que os ladrões usam maçaricos para cortar os postes e levar as placas que concentram energia do sol.
Escuridão
Não é só luz que falta no Arco Metropolitano. Não há paradas e nem postos de combustíveis.
“Iluminação precária e vários postes caídos. Só conseguimos ver a via pela manhã e à tarde. Pela manhã, não há iluminação nenhuma”, descreveu um motorista.
A rodovia, que liga Duque de Caxias a Itaguaí, foi inaugurada com quase quatro mil postes de energia instalados. Hoje, motoristas ficam indignados com a ação dos criminosos.
“Lembram como era o Arco Metropolitano? Hoje, quase todos os postes estão no chão. Está largado às traças. Tudo abandonado. Enquanto isso, pessoas por aqui sem segurança nenhuma”, lamentou outro condutor.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem que patrulhar os 71 quilômetros de extensão da via. Já à Polícia Militar, cabe o patrulhamento dos acessos.
No mês passado, ambas se juntaram para reforçar os acessos ao Arco Metropolitano. No entanto, quando a equipe do Bom Dia Rio passou pelo local, não havia policiamento visível.
Além da falta de segurança, de luz e de manutenção, a sujeira está por toda parte. Em um determinado ponto, há apenas um poste erguido no que parece um cemitério de ferros.
O Bom Dia Rio perguntou à PRF por que não havia policiamento na via — até o momento da publicação deste texto, nenhuma resposta foi enviada.
A Polícia Militar informou que faz operações de apoio à PRF. Nesta segunda, acrescentou que mobilizou três unidades operacionais da corporação na Baixada Fluminense para reforçar o patrulhamento.
