Apoiadores de Bolsonaro fazem ato no Setor Militar Urbano e Praça do Buriti, em Brasília, após fechamento da Esplanada


Ministro da Educação, Abraham Weintraub, se juntou aos apoiadores do governo. No sábado, Ibaneis determinou interdições para evitar aglomerações e atos antidemocráticos.


Um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fizeram protesto neste domingo (14) na área central de Brasília. Grupos se reuniram no Setor Militar Urbano e na Praça do Buriti – em frente à sede do governo do Distrito Federal.

Pela manhã, os participantes tentaram se reunir na Praça dos Três Poderes, contrariando o decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB), deste sábado (13), que fechou a Esplanada dos Ministérios para evitar aglomerações e atos antidemocráticos. No entanto, mudaram o local por conta das restrições de acesso.

 

Enquanto estiveram na Esplanada, o grupo recebeu o apoio do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ele cumprimentou os manifestantes no local. No momento, estava sem máscara de proteção facial, acessório obrigatório pode decreto no DF. Quem descumpre a regra pode pagar multa de R$ 2 mil, além de responder como crime de infração de medida sanitária.


A manifestação foi a favor do governo Bolsonaro e em defesa de medidas inconstitucionais, como o fechamento do Congresso, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma intervenção militar.

A concentração no Setor Militar Urbano ocorreu pela manhã, próximo à Base Administrativa do Quartel-General do Exército. Por volta das 13h, o grupo começou a de dispersar.

Já na Praça do Buriti, manifestantes se reuniram durante a tarde. Houve aglomeração de militantes. Usando uma caixa de som, eles fizeram críticas ao governador Ibaneis durante o ato.

 

A maior parte dos apoiadores se vestiu de verde e amarelo, carregando bandeiras do Brasil e faixas com dizeres contra o STF, como “o golpe já foi dado, a responsabilidade é colegiada”, e “STF é uma vergonha).
Segundo a Polícia Militar do DF, não houve necessidade de bloqueio de trânsito, e a manifestação é pacífica.

Fechamento da Esplanada
Na noite de sábado, Ibaneis decretou o fechamento da Esplanada dos Ministérios da meia-noite até as 23h59 deste domingo. No texto, o chefe do Executivo local cita “ameaças declaradas por alguns manifestantes” e a “demanda urgente” de “contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública”.

 

O texto prevê que manifestações poderão ser realizadas, “desde que comunicadas com antecedência e devidamente autorizadas pelo Secretário de Segurança do Distrito Federal”.

O decreto restringe o acesso de veículos e pedestres na Esplanada apenas a autoridades e servidores identificados “e que estejam em serviço”. A medida estabelece que o Departamento de Trânsito (Detran-DF) e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) fiquem responsáveis pela organização e fiscalização do trânsito.

 

Ainda na noite de ontem, apoiadores do governo de Bolsonaro soltaram fogos em frente ao STF. Em um dos vídeos divulgados por manifestantes nas redes sociais, um homem xinga Ibaneis de “comunista safado”.

Desmonte de acampamentos
Grupos acampados na Esplanada dos Ministérios desde 1º de maio foram retirados do local entre esta sexta (12) e sábado em operação da SSP e DF Legal, com apoio da Polícia Militar.

 

Em nota conjunta, as pastas informaram que os acampamentos foram desmobilizados após “diversas tentativas de negociação para a desocupação da área”. As pastas afirmam que “os manifestantes ocupavam área pública, o que não é permitido” além de descumprir decreto que impede aglomerações.
Ainda neste sábado, integrantes do acampamento denominado ‘300 do Brasil’, tentaram invadir o Congresso Nacional, em reação à operação que determinou a saída dos militantes do espaço público. Nas redes sociais, integrantes anunciavam resistência contra a medida do GDF.

 

O decreto publicado neste sábado faz menção a “aglomerações verificadas nos últimos dias na Esplanada dos Ministérios, que contrariam as medidas sanitárias de combate ao novo coronavírus”. A área, que concentra os prédios públicos dos Três Poderes, recebeu, nas últimas semanas, manifestações favoráveis e contrárias ao governo de Bolsonaro.

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