Fila de espera por leitos com respiradores no Rio já tem 230 pessoas


A rede de saúde pública do Rio está chegando ao limite. Mais de duzentos pacientes estão na fila esperando um respirador na cidade e os hospitais de campanha ainda não começaram a operar para desafogar as outras unidades.

Com isso, a agonia de quem tenta uma vaga em hospital público só aumenta o sofrimento aos pacientes com a Covid-19 e seus familiares.

 

É o caso do idoso Wilson da Silva Araújo, de 90 anos, que luta pela vida à espera de um leito. Ele está internado com o novo coronavírus e pneumonia desde segunda-feira (20), no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e precisa ir para a UTI, que não tem vaga.

“O que a médica nos informou é que não há essa vaga disponível no hospital e que eles estão tentando uma transferência para um outro hospital”, disse outra parente.

 

Na rede pública da capital, mais de 90% dos leitos de UTI estão ocupados. Na quinta-feira (23), havia 220 pacientes na fila. Já nesta sexta-feira (24), o número subiu para 230 pessoas que precisam de um respirador.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o único hospital que ainda pode receber pacientes é o Zilda Arns, em Volta Redonda, no Sul do estado, a 120 km do Rio.

 

Lá, mais da metade dos leitos de enfermaria e da UTI estão ocupados, sobram apenas 35 vagas de internação.

 

Na UPA de Marechal Hermes, o irmão de um paciente pedia socorro.
No CER Barra a fila também é grande e a unidade está lotada. Na sala de espera, pacientes aguardavam há mais de quatro horas por um atendimento, todos com suspeita de coronavírus.

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