Linhares, São Mateus e Conceição da Barra integram Comitê emergencial para possível chegada de óleo


O governo do Espírito Santo criou um comitê de emergência para lidar com a possível chegada de óleo no litoral do estado. O vazamento de petróleo, que ainda tem a origem investigada, já atingiu nove estados da região Nordeste do Brasil.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) informa também que já está sendo articulada uma reunião com gestores municipais de Conceição da Barra, São Mateus e Linhares para unificação de informações e de ações preventivas. E também será agendada uma visita, de representantes da Seama e do Iema, à Bahia para verificação in loco dos procedimentos de governança e das atividades práticas de recuperação e limpeza das praias e do manuseio da fauna oleada, entre outras.

De acordo com o último balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), nesta segunda-feira (21), mais de 200 localidade, de 78 municípios foram afetados em todos os 9 estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A preocupação é de que esse óleo, que já atinge praias do sul da Bahia, também chegue no litoral do Espírito Santo. Para se preparar para esse momento, um comitê de emergência foi montado com representantes da Marinha, do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), que coordena o comitê.

De acordo com a secretaria, ainda não é possível precisar a chegada do óleo ao Espírito Santo, porém o monitoramento é contínuo. A Seama informou que está em contato permanente com os gestores costeiros baianos, e recebe a todo momento informações atualizadas dos órgãos federais de meio ambiente.

Para o professor de Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luiz Fernando Schetino, a ação preventiva como a criação do comitê é importante para minimizar danos.

“Já houve uma falha enorme que foi não atacar o problema de imediato. O impacto desse óleo é muito sério e de uma longa duração. Não só a questão do óleo, mas precisamos ter o olhar atento para o gás natural e preparar a população para uma eventualidade. É muito mais barato fazer essa ação preventiva, mas para isso é necessário um trabalho permanente”, afirma Schetino.

Sul da Bahia

As manchas de óleo já chegaram no sul da Bahia, a cerca de 500 quilômetros do Espírito Santo, nas praias de Itacaré e Ilhéus. O Ibama disse ainda está fazendo as análises para saber se o óleo encontrado na praia é do mesmo petróleo encontrado em outras praias do nordeste.

Entre o sul da Bahia e no norte do Espírito Santo fica o primeiro parque nacional marinho e com a maior biodiversidade marinha do Brasil e do Atlântico Sul, o Parque Nacional de Abrolhos.

“O impacto para o meio ambiente é incalculável, porque uma vez impactados, para se recuperarem é muito difícil. Estão pensando em explorar petróleo em torno desses parques, mas nós não precisamos disso. É preciso entender que o momento exige uma postura diferente dos governantes. Nós precisamos enxergar o tamanho maior da natureza que não é só para exploração de petróleo”, advertiu o professor.

Com informações do G1/ES

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