1º EVENTO DA DIVERSIDADE SEXUAL E A CIDADANIA LGBT EM SFI
O 1º evento da diversidade sexual e a cidadania LGBT, aconteceu nesta sexta-feira (23) em São Francisco de Itabapoana-RJ e teve como coordenadora a Mariah que não mediu esforços para trazer diversos convidados e palestrantes neste 1º encontro na cidade.
Diversos temas foram abordados e esclarecidos sobre o sexualismo, homofobia, fatores genéticos, hormonais, procedimentos, bullying, fobia social, transtornos psicológicos e principalmente o respeito e o amor ao próximo.
Os participantes ouviram atentamente as soluções que são buscadas na família sobre reações e respostas naqueles primeiros momentos da descoberta da sexualidade e a compreensão da própria identidade ainda na infância.
A primeira palestrante foi a Dra. Cleide Oliveira, psicóloga, que abordou sobre intolerância de desigualdade, homofobia e apresentou também o resultado de alguns dados estatísticos sobre a violência contra os homossexuais, “ O Brasil é o maior país em números de crimes homofóbicos do mundo, seguido pelo México e os Estados Unidos e isso é decorrente da falta de orientação e tolerância dessas pessoas que não precisam ser exatamente igual ao outro para demonstrar respeito e amor ao próximo.
Nós somos seres únicos, singulares, cada um é cada um, cada um é de uma forma, não temos que ser todos iguais e o respeito é a melhor forma de lidar com a diferença; a intolerância é um comportamento que se materializa pela violência física e simbólica motivada pelo ódio”, enfatizou a Dra. Cleide Oliveira.
O segundo palestrante, Jackson Gomes, estudante de História e Teologia, apresentou um vídeo sobre homofobia com vários depoimentos. “ O termo homofobia usado inicialmente em 1971, é de origem grega “Homophobus”, que se refere ao medo, desprezo, antipatia, aversão e o ódio irracional aos homossexuais” concluiu.
Elzana, coordenadora do IDANNF (Instituto de Desenvolvimento Afro, Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro) disse; “Gostaria de parabenizar todos vocês que saíram da zona de conforto para vir até aqui e participarem desses temas aqui colocados fazendo assim um enfrentamento e buscando respostas, destacando o eficaz empoderamento dos homossexuais”.
Fael, formado em direito, cantor, trabalha também na militância LGBT, começou a sua palestra dizendo; “Ninguém escolheu a sua opção sexual, não sou adepto a palavra homossexual porque considero um pouco fora do contexto real do dia a dia e esse evento é de suma importância porque o grupo LGBT é como se fosse invisível e não é, ele existe, estamos aqui”, concluiu Fael.
Este evento trouxe muitos esclarecimentos e com experiências próprias, relatadas pelos participantes contribuiu para o auto conhecimento de todos. No final foi servido um lanche. Fotos e Matéria: Ronaldo Brum.
26 de Junho, 2017

