Morte do pastor Anderson: veja os próximos passos dos julgamentos, quando Flordelis vai a júri e quem já foi condenado ou absolvido
Seis pessoas já foram condenadas por envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo ou em crimes conectados ao homicídio, ocorrido em 2019.
Outras cinco ainda serão julgadas, incluindo Flordelis, viúva de Anderson e ex-deputada. Ela é acusada de ser a mandante do homicídio. Vamos explicar os próximos passos do processo e quem já foi condenado ou absolvido.
Condenados e absolvidos
Nesta quarta-feira (13), o Tribunal do Júri de Niterói absolveu Carlos Ubiraci Francisco da Silva , filho afetivo de Flordelis, pela morte do pastor Anderson do Carmo. Carlos respondia por homicídio triplamente qualificado. Ele foi condenado por associação criminosa.
Outros três réus, Adriano dos Santos Rodrigues (filho biológico de Flordelis), Marcos Siqueira Costa (ex-policial militar) e Andrea Santos Maia (mulher de Marcos Siqueira) foram condenados por uso de documento falso duas vezes e por associação criminosa armada.
Esse documento falso foi uma carta forjada a fim de inocentar Flordelis. Segundo as investigações, Marcos teria auxiliado a esposa na mensagem falsa em que Lucas teria revelado que Mizael, outro filho adotivo de Flordelis, teria oferecido a ele um emprego e um carro em troca de um “susto” em Anderson do Carmo.
Julgamento de Flordelis
O julgamento de Flordelis está marcado para o dia 9 de maio. Neste dia, também serão julgadas a filha biológica de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues; a neta, Rayane dos Santos Oliveira; e a filha afetiva Marzy Teixeira da Silva.
Próximos passos
André Luiz Oliveira, que não foi julgado nesta terça-feira (12) porque seu advogado passou mal, ainda não tem uma nova data para o júri. A tendência é que seja julgado no próximo dia 9 de maio. André responde por uso de documento falso e associação criminosa armada.
Segundo a Justiça, André recebeu de Flordelis uma mensagem, em outubro de 2018, em que ela pedia ajuda para criar um plano para ajudar a matar o pastor Anderson do Carmo.
Em outra troca de mensagens, de dezembro de 2018, Flordelis conversou com o filho André Luiz de Oliveira, que escreveu: “Mãe, eu estou com a senhora. Não dá para eu fazer muita coisa, mas estou com a senhora”.
Os acusados
Responde por: homicídio triplamente qualificado; tentativa de homicídio duplamente qualificado; associação criminosa majorada; uso de documento ideologicamente falso e falsidade ideológica
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, é a mentora do crime contra o marido. Flordelis foi presa após ter o mandato parlamentar cassado em 2021.
Responde por: homicídio triplamente qualificado; tentativa de homicídio duplamente qualificada; associação criminosa armada
Segundo as investigações, Simone foi responsável pelos envenenamentos contra o pastor Anderson. Simone buscou informações sobre uso de veneno na internet.
Responde por: Homicídio triplamente qualificado e associação criminosa.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rayane buscou por assassinos para as tentativas anteriores, como Lucas, e auxiliou no planejamento do homicídio. Estava no apartamento funcional da mãe.
Marzy Teixeira da Silva (filha afetiva)
Responde por: Homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificada e associação criminosa.
Segundo a polícia, Marzy cooptou Lucas para matar o pastor Anderson e participou das tentativas de envenenamento.
Condenados em 2021
Dois foram condenados em novembro de 2021 pelo homicídio de Anderson do Carmo:
Flávio dos Santos Rodrigues, acusado de atirar no padrasto, foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma, uso de documento ilegal e associação criminosa armada.
Já Lucas Cézar dos Santos Souza, apontado por comprar a arma do crime, foi condenado a sete anos e meio por homicídio triplamente qualificado. Sua pena foi reduzida por ter colaborado com as investigações.
Veja as penas dos condenados nesta quarta-feira (13):
Adriano dos Santos Rodrigues: quatro anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
Andrea Santos Maia: quatro anos, três meses e dez dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
Carlos Ubiraci Francisco da Silva: dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto;
Marcos Siqueira Costa: cinco anos e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.

