Sem vagas no Rio, dezenas de pacientes são transferidos por dia para hospital no Sul do estado


Como mostrou o RJ2, em média, Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, recebe diariamente 30 pacientes que percorrem 120 km em ambulância.

 

Hospitais da rede pública do Rio já operam no limite da capacidade. Por isso, enquanto mais leitos com respiradores não ficam prontos na capital fluminense, dezenas de pacientes passaram a ser transferidos para uma unidade de saúde de referência em Volta Redonda, no Sul do estado.

Como mostrou o RJ2, o número de transferências para o Hospital Zilda Arns – uma das unidades de referência para o tratamento de Covid-19 – chega a 30 por dia. A maioria dos pacientes sai da capital do estado e percorre 120 quilômetros em ambulância.

 

No Rio, a reserva de leitos nos hospitais está no limite e a curva da Covid-19 continua a subir.
De acordo com Santos, há um grupo de pacientes que tem chegado “muito grave” em emergências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“A gente não sabe se pela velocidade da doença, porque há a possibilidade de alguns casos que se agravam muito rapidamente, ou porque se as pessoas estão demorando um pouco até chegar, por falta de uma atenção primária mais detalhada, ou por falta de segurança de ir aos hospitais”, afirmou.

 

Na tarde desta terça-feira, 90% dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 da rede pública na capital estavam ocupados (veja a relação abaixo).
Leitos disponíveis :

Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari – 1 leito disponível
Hospital Anchieta, em Vila Isabel – 1 leito
Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel – 3 leitos
Hospital Clementino Fragra Filho, na Ilha do Governador – 2 leitos
Hospital Gaffré Guinle, na Tijuca – 9 leitos

Incerteza sobre respiradores
A situação se agrava nos hospitais e, além disso, não há garantia de que todos os respiradores comprados pelo estado cheguem nos prazos previstos.
Atualmente, segundo a Secretaria estadual de Saúde, dos 900 respiradores comprados, 450 foram entregues e estão prontos para serem usados.

 

A previsão é que a distribuição dos equipamentos seja a seguinte:

200 no hospital de campanha no Maracanã;
100 no hospital de campanha do Leblon – que foram adquiridos por um grupo de empresas
150 divididos pelas demais unidades de saúde de campanha que serão inauguradas em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e São Gonçalo, na Região Metropolitana.

De acordo com a secretaria, o atraso já esperado na entrega dos aparelhos não impedirá a abertura de boa parte dos hospitais de campanha, a partir da primeira semana de maio. Eles funcionariam sem leitos de UTI e sem respiradores para casos mais graves.

 

O hospital de campanha que será aberto no Leblon está sendo feito por um grupo de empresas: Rede D’Or, Bradesco Seguro, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo e Banco Safra.


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