Delação de Vorcaro cria guerra de versões e pode mudar rumo da eleição

Na avaliação de líderes partidários, uma colaboração de Vorcaro deve ser acompanhada da de outros, como o fundador da Reag, João Carlos Mansur, criando um ambiente de turbulência exatamente no início da campanha eleitoral.

“Nenhum lado será poupado, nem o STF, a dúvida é quem sairá mais ferido deste processo que passa a República a limpo”, diz um líder político.
Em Brasília, as especulações já começaram antes mesmo de um acordo ser fechado.
Impacto no cenário eleitoral
A depender do que for revelado, o cenário eleitoral pode sofrer mudanças imprevistas, beneficiar um dos dois lados que lideram as pesquisas — de Lula e Flávio Bolsonaro — ou mesmo abrir caminho para alguém que possa dizer na campanha que não tinha nenhum envolvimento com os esquemas do banqueiro.

O termo de confidencialidade entre Vorcaro, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR) já foi assinado.
Primeiro passo para as negociações de uma colaboração premiada, que pode chegar a um acordo ou não. Vai depender do que o banqueiro aceitará contar e das provas que ele poderá apresentar para confirmar seus depoimentos.
A presença da PF e da PGR juntas nas negociações é vista como um alívio dentro do STF e no meio político. A PGR tende a evitar “excessos de delegados”, enquanto a PF não vai permitir operações para acobertar essa ou aquela autoridade.
Funciona, nas palavras de um investigador, como um seguro para os dois lados não serem acusados de pesar a mão ou aliviar na delação que tem potencial para ser a mais explosiva da história da República, atingindo os Três Poderes.
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