Desemprego é a ‘primeira coisa que vai acontecer’, diz entidade sindical sobre desoneração

O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Ricardo Patah afirmou a necessidade de um olhar sensibilizado aos 17 setores beneficiários da desoneração da folha de pagamento em meio ao impasse sobre o regime fiscal.
“É fundamental, por mais que o desemprego no Brasil diminuiu, que nós tenhamos a sensibilidade da valorização desses setores, massivos em mão de obra, que continuem com a desoneração”, ressaltou Patah durante um evento em comemoração ao Dia do Trabalho nesta quarta-feira (1º).

As áreas econômicas são responsáveis por 9,3 milhões de vagas de emprego no país.
“As empresas, normalmente, fazem seus orçamentos baseados em valores que vão gastar com a mão de obra e outros insumos.
Com a volta da oneração, a primeira coisa que vai acontecer é [que empresas vão] desempregar pessoas. É a nossa preocupação”, acrescentou o presidente da UGT. No regime de desoneração, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%.
O que significa desoneração da folha de pagamento?
A desoneração da folha de pagamento é um termo utilizado para descrever a substituição da contribuição previdenciária de 20% incidente sobre a folha salarial por uma outra forma de arrecadação vinculada ao faturamento da empresa.
A desoneração passou a ser facultativa justamente por não ser benéfica para todos os setores, já que, em alguns casos, a contribuição sobre a receita é significativamente maior do que a calculada na folha.
As empresas incluídas na desoneração, portanto, precisam analisar sua realidade e verificar se, de fato, a opção é benéfica.

Com a relação entre a desoneração da folha de pagamento e a contribuição patronal em mente, no próximo item descubra como o tema se relaciona com a Reforma Tributária do Governo Federal!
