Brasil registrou mais de 400 incêndios provocados por fiação elétrica irregular no primeiro semestre por dois anos seguidos


Um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) aponta que somente no primeiro semestre deste ano houve 421 registros de incêndio por sobrecarga elétrica no Brasil. E os dados mostram que o problema se repete ano após ano: em 2022, foram registrados 441 incêndios no mesmo período.

 

 

Fios inadequados podem provocar o superaquecimento e causar acidentes graves. Isso acontece porque parte deles é produzida com cobre misturado a outros metais, quando na verdade deveriam ter apenas cobre.

 

Enio Rodrigues, diretor-executivo do Sindicel (Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-Ferrosos), explicou que a legislação de fios e cabos elétricos de baixa tensão homologados pelo Inmetro diz que os fios precisam suportar uma temperatura mínima.

 

“A cobertura dele não pode propagar as chamas e ela tem que suportar uma temperatura mínima de 90°C. E o que a gente percebe é que quando submetidos esses cabos a essa temperatura, eles derretem e o alumínio derrete pegando fogo”, argumentou.

 

 

👉 O Inmeq faz um teste com dois tipos de fios:

📌 O fio original é feito só de cobre, e o falsificado tem muito alumínio e outros materiais misturados. No falsificado, o fogo se alastra facilmente. No original, que obedece às normas do Inmetro, o fogo não dura muito;

 

 

📌 Em outro teste, o fio irregular é mais leve e aquece três vezes mais do que o fio original, além do consumo de energia ser maior. Já quando o fio é raspado por uma faca, o cobre desaparece e aparece o alumínio.

 

“Fio falsificado é quase 50% mais barato que o verdadeiro e é disso que o comércio está se valendo, de grandes promoções para empurrar esse material totalmente fora dos padrões, que não tem condição de ser utilizado”, explicou Zóis Gantzias, diretor-técnico do Inmeq-MA.


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