Bacia de Campos/Milhares de empregos: Setor do petróleo projeta investimentos em plataformas e navios


Investimentos em plataformas, navios e sondas movimentam o setor de petróleo que espera, com grande expectativa, a consequência da oferta da Petrobras que analisa o arrendamento de até oito navios-sonda de perfuração na Bacia de Campos.

A leitura dos textos onde consta a proposta de arrendamento dos navios-sonda está prevista para o dia 28 de junho, após dois adiamentos. Nesta matéria especial, o Campos 24 Horas mostra como milhares de empregos podem ser gerados na região. Somadas, são dez empresas que estão pré-qualificadas para concorrer aos arrendamentos dos navios-sonda, a Ocyan, Ventura, Constellation, Stena, Seadrill, Transocean, Ensco, Etesco, NE Drilling e Brasdril.

 

O edital para concorrer aos navios-sonda ofertados pela Petrobras é dividido em três etapas, que possuem prazos para execução dos contratos com variação entre 1.095 e 1.460 dias. 

 

Na primeira etapa, a Petrobras planeja arrendar até dois navios-sonda de posicionamento dinâmico e alta especificação com volume de operação em lâmina d’água de até 3.000 metros, ajustadas para o sistema de coleta para resposta a blowout submarino. 

 

Na segunda etapa, a Petrobras examina mais cinco navios-sonda de posicionamento dinâmico e alta caracterização, com aptidão para operar em lâmina d’água de até 2.400 metros.

Na terceira e última etapa, a Petrobras planeja admitir uma sonda de posicionamento dinâmico com capacidade de operar em lâmina d’água de até 2.400 metros. A data esperável para o início dos serviços dos navios-sonda varia. Por exemplo, no caso da etapa 3, as embarcações podem estar aptas para operar entre dezembro de 2022 e setembro de 2023, com prazo de movimentação de 180 dias.

 

Já para as etapas 1 e 2, o espaço de tempo desejado para o início das atividades dos navios-sonda varia entre janeiro e novembro de 2023. Nas duas primeiras etapas, o prazo de movimentação vai ser de 270 dias. 

Novo contrato – A Ocyan, indústria brasileira que opera na indústria de derivados de petróleo da Petrobras, firmou novo contrato para a prestar serviços de construção, montagem e manutenção dos navios FPSOs replicantes P-66, P-67, P-68, P-69 e P-70 para Petrobras. O prazo do contrato é de quatro anos, com grande probabilidade de adiamento pra mais dois anos. 

 

Esta nova proposta vai colaborar para que o negócio de manutenção e serviços offshore da Petrobras dobre o tamanho e se intensifique, de novo, na posição de liderança neste setor do mercado brasileiro. 

“Alcançamos um patamar de expressão dentro da cadeia de manutenção e serviços offshore. A Ocyan, que está com vagas de emprego disponíveis, vem se desenvolvendo e os resultados aparecem com os três contratos assinados desde o começo do ano passado. Atualmente, a Ocyan possui uma representação importante no que diz respeito à market share no Brasil, com aproximadamente 15% a 20% em comparação aos contratos mundiais de alto nível, especialmente, quando se fala da Bacia de Santos, onde teremos larga atuação”, destaca o diretor responsável pelo projeto de Manutenção, Vinicius Castilho. 

 

Em torno das principais ações previstas no contrato assinado pela Ocyan, estão os serviços de manutenção e reparo das unidades, incluindo: soldagem, pintura, elétrica e instrumentação, manutenção de equipamentos, dentre outras. 

Os cincos navios FPSOs replicantes agem nos campos de Tupi, Berbigão e Atapu e as unidades onde estão possuem capacidade de produção, individualmente, de 150 mil bpd e capacidade de comprimir 6 milhões de m³/diários de gás. 

“A carteira da Ocyan aumentou de forma significativa e com isso vai gerar mais oportunidades de trabalho, com cerca de aproximadamente 2000 pessoas até dezembro de 2022. As novas contratações continuam acontecendo, e estamos muito engajados para cumprir todos os prazos contratuais acordados, sempre com foco na excelência e segurança operacional aliada à nossa expertise”, afirma Castilho. 

 

Ainda segundo o diretor, Vinicius, a Ocyan se esforça para executar bem os contratos que já existem, sendo dois deles obtidos no ano passado, e busca diversificar os clientes, com uma agenda comercial que inclui players em países externos e outras empresas nacionais e independentes. 

Licença – Por outro lado, o projeto de revitalização do campo de Marlim, na Bacia de Campos, conquistou recentemente um novo marco. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) emitiu a licença de instalação dos FPSOs Anna Nery e Anita Garibaldi. Ambos devem começar a produzir no campo a partir de 2023. 

 

As duas plataformas serão interligadas a 77 poços, sendo 14 novos e outros 63 que serão remanejados de plataformas já instaladas no campo e que serão descomissionadas. Com a revitalização de Marlim, a Petrobrás espera estender a produção das jazidas do campo até 2048. 

Além disso, os novos FPSOs devem ampliar a produção de Marlim e Voador do patamar atual de 45 mil barris de óleo equivalente por dia para cerca de 153 mil barris de óleo equivalente por dia. 

 

O FPSO Anna Nery está sendo construído pela Yinson, enquanto que o FPSO Anita Garibaldi tem suas obras sob a responsabilidade da Modec. Marlim começou a produzir em 1991 e é o campo com maior produção acumulada da Petrobrás, com cerca de 3 bilhões de barris de petróleo equivalente extraídos.

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