Peruanas presas repassando dólares falsos no Rio conseguem liberdade provisória


Elas fazem parte de uma quadrilha de falsificadores que tem base em São Paulo e vinham ao Rio se passando por turistas para aplicar o golpe. Juiz considerou primariedade e crime sem emprego de violência.

 

O juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito concedeu liberdade provisória a Maria Lesly Montalvo Escobar e July Felicita Montalvo neste domingo (29) após audiência de custódia.

 

As duas mulheres, de nacionalidade peruana, foram presas em flagrante na sexta-feira (27) repassando dólares falsos na Zona Sul do Rio de Janeiro.

 

Apesar de reconhecer a flagrância do caso, o magistrado considerou que o crime foi promovido sem o emprego de ações violentas, que as rés são primárias, e optou por substituir a prisão por medidas cautelares.

 

Na sequência, proferiu sua sentença.

“O crime, em tese, praticado não ostenta violência ou grave ameaça. Além disso, as circunstâncias fáticas não destoam do ínsito ao tipo penal. Ao menos em análise superficial, a segregação cautelar seria medida desproporcional, à luz da homogeneidade. Ademais, trata-se de custodiadas primárias. Ante o exposto, acolho a manifestação da defesa e defiro a liberdade provisória às acauteladas”, sentenciou.

 

Ele também determinou as medidas cautelares que devem ser cumpridas:

Comparecimento mensal ao Juízo a que for distribuído o eventual processo, bem como a todos os seus atos, sempre que regularmente intimado, devendo informar ao Juízo eventual mudança de endereço;

proibição de ausentar-se da comarca de residência, por mais de 10 dias, sem prévia autorização judicial;

proibição de adentrar qualquer hotel, ou congênere, da cidade do Rio de Janeiro.

A prisão
Policiais da 13ª DP, Ipanema, prenderam na sexta-feira (27) duas mulheres por estelionato por uso de moedas falsas em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Elas foram denunciadas por alguns comerciantes que receberam dólares falsos.

 

Segundo os agentes da civil apuraram, Maria Lesly Montalvo Escobar e July Felicita Montalvo, que são peruanas, vinham praticando o golpe desde o início da semana, e disseram que adquiriram as notas na Praça da Sé, em São Paulo. Além do dinheiro, elas também portavam documentação falsa.

 

Ao serem abordadas pelos policiais, uma se identificou como cidadã chilena e a outra como uruguaia, e apresentaram cédulas de identidade falsas desses países.

 

Prejuízo poderia ter chegado a R$ 16 mil
Elas conseguiram trocar 2,4 mil dólares no Rio e ainda tinham mais mil dólares em notas falsas para repassar, em um total de mais de R$ 16 mil na cotação desta sexta.

 

Santoro contou ainda que as mulheres não se hospedam em hotéis, para não serem descobertas, e optam por ficar em apartamentos locados por imobiliárias. Elas tentam usar os hotéis apenas para trocar o dinheiro falso.

 

As investigações seguem para localizar o responsável pela falsificação dos documentos e dos dólares, assim como identificar outros integrantes do grupo criminoso.

 

Duas vítimas, que ficaram sabendo da prisão das peruanas, procuraram a 13ª DP para registrar queixa.

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