Faraó das Bitcoins: Justiça do RJ aceita denúncia e Glaidson vira réu por homicídio


Wesley Pessano, de 19 anos, foi morto a tiros em julho deste ano em São Pedro da Aldeia. Segundo a investigação, o ‘Faraó’ encomendou a morte do concorrente.

A Justiça do RJ aceitou denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó das Bitcoins, por homicídio.

 

Agora réu, Glaidson é acusado de ser responsável pela morte do investidor em criptomoedas Wesley Pessano, em julho de 2021 em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos Fluminense.

 

A decisão da 2ª Vara Criminal da Comarca de São Pedro da Aldeia não apresenta detalhes já que o processo corre em segredo de Justiça.

 

Assassinato tinha objetivo de ‘eliminar concorrência’
Segundo a investigação, Glaidson seria o mandante do crime que, motivado por interesses econômicos montou uma organização criminosa para eliminar seus concorrentes no mercado de captação de clientes para investimentos em criptoativos.

 

Ele está preso desde agosto, acusado de chefiar um esquema ilegal de investimento em criptomoedas.

 

Glaidson dos Santos também é réu pela tentativa de homicídio contra Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, em 20 de março deste ano, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos. Nilsinho sobreviveu ao atentado.

 

Polícia prende homens contratados por Glaidson

 

A Polícia Civil prendeu no último sábado (18) dois suspeitos de homicídios a mando de Glaidson Acácio dos Santos, o ‘Faraó dos Bitcoins’. São eles: Daniel Guimarães e Felipe José Guimarães.

 

A Operação Sarcófago, que terminou com a prisão dos dois suspeitos, é um desmembramento da Operação Pullback.

 

Daniel Aleixo Guimarães é apontado pela polícia como braço direito de Glaidson. Segundo a polícia, Daniel chegou a montar, junto com o irmão Filipe, uma falsa empresa de serviços de inteligência, segurança e transporte de valores. A empresa é G.A.I., que tem capital inicial de R$ 5 milhões, servia de fachada para a prática dos crimes.

 

A polícia informou ainda que Daniel tem longa ficha criminal por furto, estelionato e receptação.

 

Atividade típica de grupo de extermínio
Em decorrência da Operação Kryptos, que terminou com a prisão de Glaidson e parte dos envolvidos no esquema, a Polícia Federal conseguiu apreender celulares e ter acesso a conversas, por troca de mensagens, entre os denunciados.

 

O Ministério Público considerou que as mensagens mostram que a organização comandada por Glaidson era “direcionada à eliminação de seus concorrentes no mercado de captação de clientes para investimentos, em uma atividade típica de grupo de extermínio que guarda semelhanças com as antigas organizações mafiosas”.

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