Bar, casa de amigos ou festa na praia: entenda o risco de contaminação envolvido nas festas de final de ano
Dezembro é, tradicionalmente, mês de festas e de reunir amigos e familiares, mas é preciso parcimônia. A pandemia de Covid-19 ainda é uma realidade e, apesar dos elevados índices de vacinação no país, nem tudo está liberado.
Para responder essa e outras perguntas, o g1 preparou, junto com a ajuda de especialistas, um guia para quem deseja aproveitar as festas de final de ano com sabedoria e segurança.
As recomendações visam limitar o avanço da variante ômicron no Brasil. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (13) acreditar que existem mais casos da ômicron do que os 11 então mapeados até este domingo (12)
Vacinação é imprescindível
O primeiro passo para garantir a segurança é que todos os participantes estejam vacinados.
Essa não é uma exclusividade das vacinas utilizadas contra a Covid-19, mas de todas. Nenhuma vacina é capaz de impedir o contágio, uma vez que os vírus e outros agentes infecciosos estão habitando os mesmos espaços que nós.
A função da vacina é criar uma proteção que antecede o contágio por esses agentes. Desse modo, quando a pessoa “encontrar” com o vírus ela terá mais chances de não desenvolver a forma grave ou ir a óbito.
A Fiocruz recomenda que quem não se vacinou se vacine com, pelo menos, 14 dias de antecedência do encontro. Para quem for indicada a dose de reforço, siga o calendário e procure um posto de vacinação.
É preciso fazer escolhas
Parece crueldade, mas, infelizmente, ainda não é hora de reunir “a grande família”. É preciso escolher com quem se encontrar para garantir que não haja uma possível transmissão do vírus para os grupos mais vulneráveis, crianças e idosos.
Para Pellanda, tão relevante quanto escolher as pessoas da festa de Natal e de Ano Novo é também priorizar quem encontrar nesta época de festas:
Prefira festas ao ar livre
Comemorar em casa, no apartamento de amigos, no quintal com a família, em uma festa cheia de desconhecidos ou com um luau na praia apenas com alguma pessoas é a mesma coisa?
Segundo Vitor Mori, doutor em engenharia biomédica e pesquisador na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, não. O risco de contaminação é maior em lugares fechados e mal ventilados porque faz com que os aerossóis (partículas minúsculas que expelimos ao falar) se concentrem no ambiente.
A opção mais perigosa acaba sendo uma encontro em espaço fechado sem nenhum tipo de circulação de ar. Nesse caso, eu indicaria que as pessoas usassem uma máscara.
“Ainda assim, caso a pessoa opte por ir em uma festa com desconhecidos ou em um show, que ela dê preferência por eventos e locais abertos, onde o risco é menor”, conclui o pesquisador.
O grupo mais seguro acaba sendo restaurante em espaço aberto.
Mori explica que, embora o risco de contaminação em espaços abertos seja menor, ele não é nulo. Segundo ele, o maior risco nesses espaços se dá quando existe interação face a face.
E o uso da máscara?
A máscara não pode ser esquecida, especialmente diante do avanço da variante ômicron – que, segundo estudos recentes, é mais transmissível do que as variantes anteriores.
Em uma reunião de família ou amigos onde as pessoas ficam petiscando ao longo do evento o uso da máscara é complicado. Nesses casos, o recomendado é realizar o evento em um espaço bastante ventilado.
Para minimizar os riscos de infecção ou reinfecção de crianças pequenas e idosos, o recomendado é utilizar a máscara quando for falar dessas pessoas.
Quem deve evitar os encontros?
De acordo com a cartilha de diretrizes da Fiocruz, devem evitar encontros:
Pessoas que apresentem sintomas de Covid-19 ou que tenham tido sintomas, mesmo que leve, há menos de 14 dias antes do encontro. A recomendação deve ser seguida mesmo que não tenha sido feito nenhum teste de diagnóstico;
Pessoas diagnosticadas com Covid-19 ou que tiveram contato com alguém com sintomas da doença há menos de 14 dias do encontro;
Pessoas que não se vacinaram;

