Restaurantes da Zona Norte do Rio apostam no resgate da influência africana em seus cardápios


No Afro Gourmet, no Grajaú, a chef Dandara Batista homenageia mais de dez países em seus pratos. Em Vila Isabel, o bistrô Kaza 123 fortalece a mistura de sabores africanos e brasileiros com a história.

 

Dois restaurantes da Zona Norte do Rio apostam no resgate da influência dos povos africanos para temperar a gastronomia local. Além de preservar a história, eles fortalecem a identidade e o legado destes povos na cultura brasileira.

 

 

No Grajaú, a chef Dandara Batista abriu o Afro Gourmet, com o objetivo de resgatar e valorizar a importância dos africanos na culinária brasileira.

 

 

Para celebrar o Dia da Consciência Negra, no próximo sábado (20), Dandara vai fazer um xinxim de coxinha, que é um prato típico da Bahia e que tem uma ancestralidade e conexão muito forte com a comida africana.

 

Herança
A receita de angu de fubá conhecida por milhares de brasileiros pode até ser simples, mas tem um significado ancestral que vem de muito longe, como explica Maria Júlia Ferreira, designer gráfica e chef do bistrô Kaza 123, em Vila Isabel.

 

 

“É uma herança nossa da área da gastronomia. Fubá também é uma palavra africana. A gente tem registros históricos de que o angu é servido no Brasil desde que os africanos vieram para cá. E trazer o angu para o cardápio de um espaço é um resgate”, disse Maria Júlia.

 

 

O bistrô resgata a cultura do povo negro nos pequenos detalhes, desde a decoração com cestos comprados em lojas de matriz africana do Mercadão de Madureira. Quem vai ao Kaza 123, se sente mais próximo da história através do alimento, como disse a empresária dona do restaurante Lica Oliveira.

 

 

“Construí um lugar que onde nós gostaríamos de estar, como nós gostaríamos de ser recebidas e saber o que proporcionar para as pessoas. A gente tem aqui o protagonismo negro. Todos são super bem-vindos, super acolhidos. Mas é importante conhecer a nossa história e reverenciar a todos e fortalecer essa história”, disse Lica.

 

 

A influência dos temperos africanos se mistura com a dos brasileiros, no Kaza 123. E um prato como o angu, tem muita história para contar.


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