Dia de Cosme e Damião agita mercado de doces e mantém tradição em Campos


Diversão e tradição se misturam em todos os dias 27 de setembro, quando devotos de São Cosme e Damião distribuem doces para as crianças pelo Brasil.

 

 

Apesar da pandemia e da crise econômica restringirem o poder de compra do campista, vários fiéis já se preparam para a data e os lojistas mostram otimismo em relação às vendas. De acordo com a estimativa dos comerciários do setor, a venda de doces em Campos neste ano, com as flexibilizações das medidas restritivas no município, deve ter um aumento de 20% a 30% em relação ao registrado no último ano.
Nas proximidades do Mercado Municipal, na área central de Campos, fica a esquina com maior conglomerado de lojas de doces. Entre elas está o Esquinão dos Doces, onde funcionários percebem o crescimento das vendas e relatam investimentos em toda sorte de guloseimas e sacolas temáticas da festividade.

 

 

— A tradição pode ter perdido um pouco de força com os anos, apesar de existirem os clientes fiéis que sempre fazem uma compra maior próximo ao dia de São Cosme e Damião. Agora, nós estamos aguardando o público, porque todo ano é a mesma coisa: o pessoal deixa tudo para a última hora. Então, o movimento tende a crescer conforme vamos chegando próximo à data — explicou o proprietário Gilson Soares de Souza, de 62 anos.

 

Ainda de acordo com o comerciário, neste período, compreendido entre setembro e outubro, reforços têm que ser feitos no número de contratações; além de investimentos na área de propaganda de rua para chamar a atenção do máximo de clientes possível.
Entre as pessoas que mantém a tradição do corre-corre de crianças ensandecidas atrás dos doces está Maria da Graça Pereira, moradora do Turf Clube: “Já fiz minhas compras com antecedência e, como sempre, estou ansiosa pela reação das crianças. Além disso tem a questão da devoção, que já vem de família e toda aquela boa energia que damos também para as crianças que nos cercam, como os meus dois netos”, concluiu.

 

 

Joilson Silveira, porteiro de 57 anos, buscava marias-moles, gelatinas, paçocas, pirulitos, pés-de-moleque, chicletes e outras delícias de açúcar para rechear as sacolinhas com a imagem de São Cosme e Damião, que também já estavam no seu cesto de compras. Para ele, a tradicional data representa a chance de relembrar seu passado, de quando era criança, nos olhos da “garotada de hoje”.

 

 

“Em um período que as crianças estão tão presas nos celulares e dentro de casa, é bom que nós façamos com que elas corram um pouco e vejam o lado de fora”, comentou Joilson.

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