Que campanha! Veja lista de 10 feitos históricos do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio


A melhor participação da história do Brasil em Jogos Paralímpicos. Assim pode ser resumida a campanha brasileira em Tóquio. Além do recordes de medalhas de ouro batido, de total de pódios igualado e de uma excelente sétima posição no quadro geral (7º), o país fez uma série de feitos gigantescos, muitos deles inéditos. O ge preparou uma lista com os principais tópicos.

 

A meta estipulada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) antes do evento começar era terminar a competição no top 10 do quadro de medalhas. O feito foi atingido com sobras, aí o objetivo passou a ser superar três recordes que eram muito complicados de serem batidos: superar os 21 ouros de Londres 2012, a sétima posição no quadro de medalhas também em Londres 2012, e as 72 medalhas da Rio 2016.

O objetivo dos 21 ouros foi batido com sucesso, somando 22 conquistas douradas. As 72 medalhas, um número que era inimaginável no início dos Jogos, foi igualado no último dia com a prata na maratona. O Brasil brigou para ser sexto no quadro até o penúltimo dia, mas acabou em sétimo lugar, igualando a melhor posição da história, de Londres.

 

 

RECORDE DE MEDALHA DAS MULHERES

As mulheres brasileiras conquistaram, em Tóquio, sete ouros, sete pratas e 12 bronzes, somando 26 medalhas, além de terem participado de três pódios mistos na natação. É, de longe, a melhor campanha feminina da história do Brasil, superando os cinco ouros de Sydney 2000 e as 19 medalhas no total conquistadas por elas em 2016.

 

 

MAIOR NÚMERO DE MODALIDADES NO PÓDIO

O Brasil subiu ao pódio em 14 modalidades nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, batendo o recorde histórico deste quesito. Na Rio 2016, foram 13 esportes com medalhas. Se pegarmos só as modalidades que ficaram com o ouro, os Jogos de Tóquio também são os maiores da história do Brasil: foram oito, contra seis da Rio 2016.

 

 

Foram ao pódio: atletismo, natação, judô, paracanoagem, parataekwondo, halterofilismo, esgrima em cadeira de rodas, bocha, hipismo, futebol de 5, goalball, remo, vôlei sentado, parabadminton e tênis de mesa.

 

 

A PRIMEIRA COM TRÊS OUROS NA MESMA EDIÇÃO

O Brasil já teve vários multimedalhistas de ouro em uma mesma edição dos Jogos, casos de Daniel Dias, André Brasil e Clodoaldo Silva. Mas, pela primeira vez na história, uma mulher brasileira levou três ouros em uma única Paralimpíada em qualquer modalidade: Carol Santiago foi campeã dos 50m e 100m livre, além dos 100m peito na classe T11 da natação. O primeiro ouro dela, nos 50m livre, quebrou um jejum de 17 anos sem títulos femininos do país na natação.

 

 

RECORDES NA NATAÇÃO

A natação paralímpica do Brasil sofreu dois grandes baques nos últimos anos: a polêmica exclusão de André Brasil do movimento paralímpico e a conturbada mudança de classe funcional de diversos atletas para a classe de Daniel Dias.

 

 

Apesar disso, que pode ter tirado até sete medalhas do Brasil, a natação nacional bateu o recorde de pódios: foram 23, sendo oito ouros, cinco pratas e dez bronzes. Os destaques foram Carol Santiago (classe S12), Gabriel Bandeira (S14) e Gabriel Araujo (S2).

 

 

Os resultados são considerados muito positivos quando vemos que o país foi ao pódio em dez classes funcionais diferentes (são 14 no total), e as mulheres fizeram a melhor campanha da história na modalidade (três ouros, uma prata e quatro bronzes), além de fazerem parte de três revezamentos.

 

 

A MAIOR HEGEMONIA DAS PARALIMPÍADAS

O futebol de 5 conquistou o pentacampeonato nas Paralimpíadas após uma campanha de cinco jogos e cinco vitórias, com direito a triunfo sobre a Argentina na final. Com um golaço de Nonato no segundo tempo, a seleção fez 1 a 0 e levou o título sem ser vazada nenhuma vez em toda a competição.

 

 

 

Nenhuma seleção de esporte coletivo foi tão hegemônica nesses últimos 17 anos. O Irã, no vôlei sentado masculino, e os EUA, no basquete em cadeira de rodas feminino, são os que mais se aproximam, com três títulos desde 2004.

 

 

PRIMEIRO OURO NO HALTEROFILISMO

A brasileira Mariana D’Andrea conquistou o ouro do halterofilismo na categoria até 73kg para atletas com amputação de membros inferiores e/ou com lesão medular e/ou com paralisia cerebral. Foi a primeira medalha de ouro da história da modalidade, seja para homens ou para mulheres.

 

 

PRIMEIRO OURO DO JUDÔ FEMININO

O judô se tornou o terceiro esporte com mais medalhas de ouro para o Brasil na história das Paralimpíadas graças a Alana Maldonado. Ela venceu a categoria até 70kg, se tornando a primeira mulher da história a conquistar o ouro para o Brasil na modalidade. O título foi o único do país em Tóquio no judô.

 

 

SEJAM BEM-VINDOS

 

Duas modalidades estrearam nas Paralimpíadas de Tóquio: taekwondo e badminton. Logo na primeira edição, o Brasil já se destacou no taekwondo. A delegação terminou com uma medalha de cada cor. Ouro de Nathan Torquato, prata de Debora Menezes e bronze para Silvana Fernandes.

 

MAIS UM ESPORTE COLETIVO COM OURO

Até os Jogos de Tóquio, apenas o futebol de 5 tinha ido ao lugar mais alto do pódio para o Brasil entre os esportes coletivos, que nas Paralimpíadas são: basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, vôlei sentado, goalball e rugby em cadeira de rodas. No Japão, o goalball masculino quebrou essa escrita, com a medalha de ouro após vitória sobre a China por 7 a 2.

 


Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

MENU