Dimas Covas aponta necessidade de dose anual de reforço para vacinas contra a Covid


Diretor do Butantan explicou que novas cepas e tempo de imunização das vacinas atuais geram a necessidade de aplicações periódicas. Ele prestou depoimento à CPI da Covid nesta quinta (27).

 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quinta-feira (27), em depoimento à CPI da Covid, que vê necessidade de dose anual de reforço para as vacinas contra a doença. Ele explicou que o surgimento de novas cepas e o tempo que dura a imunização das vacinas que atualmente estão no mercado geram a necessidade de aplicações periódicas.

 

 

A CPI da Covid investiga ações e omissões do governo e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia. Dimas Covas é a décima pessoa a ser ouvida pela Comissão.

 

 

Segundo ele, “tudo indica” que será necessária uma periodicidade. “A não ser que a gente tenha mudanças nas próprias vacinas. As vacinas que nós temos hoje, neste momento, levariam a uma necessidade anual de vacinação”, completou Dimas Covas.

 

 

O Butantan produz a vacina CoronaVac, parceria do instituto com o laboratório chinês Sinovac. Até o momento, é a vacina mais aplicada (cerca de 70% das doses) no Brasil contra a Covid. A CoronaVac exige duas doses, em princípio.

 

Dimas Covas afirmou que a dose de reforço é planejada também para a ButanVac, uma nova vacina que está sendo desenvolvida pelo instituto.

“Uma dose adicional, já com as variantes, já está sendo pesquisada, inclusive, com o Butantan, que já incorpora esta variante chamada P1 nos estudos em andamento, inclusive com a ButanVac, já prevendo que ela seja produzida”, explicou.


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