Quatro foragidos são presos na 2ª fase de operação de combate a uma organização criminosa ligada ao tráfico entre MG e RJ


‘Start Over’ foi planejada e estruturada em conjunto com o Gaeco dos dois estados e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ. Os trabalhos em parceria com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (BOPE).

 

A Promotoria de Justiça de São João Nepomuceno e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Zona da Mata deflagraram nesta quarta-feira (21) a segunda fase da Operação “Start Over”, de combate ao crime organizado na Zona da Mata e no Rio de Janeiro.

 

 

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, nesta fase foram presos quatro foragidos que estavam escondidos em um hotel da região central do Rio de Janeiro, próximo ao Morro da Providência, onde na primeira fase foi preso Roger Pereira Moizinho, o Macarrão, apontado como chefe da facção criminosa Comando Vermelho.

 

 

O coordenador do Gaeco Zona da Mata, promotor de Justiça, Thiago Fernandes de Carvalho, explicou como foi a operação desta quarta-feira.

 

 

A operação foi planejada e estruturada em conjunto com o Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ. Os trabalhos foram executados por 25 agentes da CSI e 50 policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (BOPE).

 

 

Ainda de acordo com o coordenador do Gaeco Zona da Mata, na primeira fase, dos 48 mandados de prisão que expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de São João Nepomuceno (MG), 30 foram cumpridos, mas posteriormente, outros 11 suspeitos foram presos, contando com os quatro desta segunda fase.

 

 

A maior parte dos integrantes das organizações atuava nas cidades de São João Nepomuceno, Rochedo de Minas, Mar de Espanha, Descoberto, Juiz de Fora, Rio Novo e outros municípios na região, enquanto os chefes das mesmas se localizavam no Rio de Janeiro.

 

 

Investigações
O promotor de Justiça, Thiago Fernandes de Carvalho, revelou que as investigações se iniciaram em novembro de 2020 após a Promotoria de São João Nepomuceno acionar o Gaeco Zona da Mata devido ao grande número de homicídios ocorridos na cidade.

 

 

As apurações levaram à conclusão de que duas organizações criminosas atuantes na Zona da Mata eram responsáveis por um grande número de crimes, devido à disputa pelo domínio das ações na região.

 

 

“A operação visa prender e desarticular duas organizações criminosas atuantes na região, responsável por tráfico de drogas, homicídios, roubo de veículos, porte de arma de uso restrito, corrupção de menores”, explicou.

 

 

Segundo o coordenador do Gaeco Zona da Mata, os líderes das organizações foram presos, mas os agentes do grupo juntamente com as polícias Civil e Militar seguem na busca pelos sete integrantes ainda foragidos.

 

A sociedade pode contribuir com a investigação através dos telefones 190 ou 181 com informações do paradeiro dos foragidos ou com indicações de locais onde possam estar armazenadas drogas, armas e dinheiro. A identidade de quem denuncia mantida sob sigilo.


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