Royalties: Campos recebe R$ 29,649 milhões


Macaé receberá R$ 54,34 milhões, valor mais alto no mês dos municípios fluminenses produtores de petróleo.

 

 

Os municípios fluminenses produtores de petróleo vão receber royalties com alta nesta sexta (19), em face do comportamento de elevação dos preços do barril de petróleo, do dólar e da estabilidade da produção em dezembro, mês de referência.

 

 

A cidade de Macaé vai receber R$ 54,34 milhões contra R$ 46,41 milhões (+17,1%) e Campos vai receber R$ 29,649 milhões, contra R$ 25,785 milhões do último repasse (+14,6%).

 

 

São João da Barra arrecada R$ 10,047 milhões contra R$ 8,93 milhões (+12,5%); Cabo Frio vai arrecadar R$ 17,99 milhões contra R$ 14,99 milhões (+20%); Quissamã R$ 13,17 milhões contra R$ 11,25 milhões (+17%), e Rio das Ostras R$ 10,14 milhões contra R$ 8,59 milhões (+18%).

 

 

O pesquisador na área de petróleo, Wellington Abreu, cita que a alta era esperada pela performance do barril e do dólar, e da estabilidade da produção, e complementa: “Fiquei frustrado quanto ao repasse deste mês, mesmo tendo novembro o mês com menor produção do ano e 11% a menos que o período de 2019 devido a paradas programadas e problemas operacionais em plataformas nos campos de Búzios, Tupi, Albacora e Atlanta, sendo os três últimos na Bacia de Campos”.

 

O pesquisador observa que o preço do petróleo tipo brent se manteve crescente no mesmo mês, chegando próximo aos US$ 50, o que sustentava a expectativa de alta dos royalties. “Acredito que alguns plataformas que interromperam as operações por conta da pandemia de covid-19 ainda não tenham retomado as atividades e isso tenha causado a queda neste repasse.

 

O setor de óleo e gás foi um dos mais afetados pela crise causada pela Pandemia em 2020 e espero que agora com a chegada da vacina, a demanda aumente e o preço do petróleo volte a se aproximar dos US$ 70”, prospecta Wellington.

 

 

Para Wellington, a projeção é de que em março o repasse seja ainda maior, isso sem incluir resultados positivos sobre demandas jurídicas e administrativa junto à ANP ( Agência Nacional do Petróleo ). ” Tivemos um aumento no preço internacional do petróleo com a aceitação das vacinas por diversos países do G20 e um câmbio também satisfatório”, assinala, “mas o momento não é de nenhuma euforia e sim de aplicar na Saúde e contenção de despesas. Será um ano de imensas dificuldades para toda população que demandará do auxílio do poder público. Modo sobrevivência até final de 2022 no mínimo”.

 

 

 

Wellington lembra que São João da Barra ainda luta junto à ANP pelo enquadramento como IED (Instalação de Enbarque e Desembarque), e acrescenta: “Estamos acompanhando o processo de descomissionamento do Campo de Frade. Seguimos também a participação da Equinor no Campo de Roncador que pode aumentar e muito a vida útil no mesmo. O ano promete boas novas, mas tenhamos cautela. O próximo mês vamos ter uma recuperação dessa queda e os municípios confrontantes dos Campos de Tupi e Buzios”.

 

 

Fonte: Fator Econômico


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