Prefeitura aplica multas e interdita estabelecimentos por aglomeração no Rio
Desde a sexta (12), já foram feitas 43 inspeções sanitárias, com 25 autos de infração e 14 interdições. Pessoas aglomeradas em fila na entrada de restaurante na Barra da Tijuca.

Em pouco mais de 48 horas, equipes da Prefeitura do Rio aplicaram 25 multas e interditaram 14 estabelecimentos por causa de aglomerações.
De sexta-feira (12) à noite até a madrugada deste domingo (14) já foram feitas 43 inspeções sanitárias. Apesar das operações, mais aglomerações foram registradas na noite de domingo.
Equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Instituto de Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Militar, percorreram locais com denúncias de eventos na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Ipanema, Gávea, e Lagoa. Equipes da Guarda também atuaram no Leblon, Tijuca e outros pontos da cidade.
Também foram apreendidos pelos fiscais sanitários e acautelados pela Coordenadoria de Controle Urbano (CCU, da Seop) equipamentos de som em três estabelecimentos.
Em um dos restaurantes na Gávea, os agentes constataram um baile de carnaval com centenas de pessoas. O estabelecimento foi multado e interditado tanto pela Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização (CLF, da Seop) quanto pela Vigilância Sanitária, além de ter equipamento de som apreendido. O público foi dispersado.
Na Barra da Tijuca, uma casa noturna na Avenida Armando Lombardi também promovia aglomeração e foi fechada. Além da interdição cautelar (até as 7h deste domingo) e multa, o local teve equipamento apreendido.
Ainda na Zona Oeste, foram constatadas irregularidades e as equipes atuaram para conter aglomerações na Praça Seis, no Recreio dos Bandeirantes.
Quatro estabelecimentos (um depósito de bebidas que funcionava como bar e três restaurantes) foram multados, e dois deles interditados. Um food truck que vendia bebidas, sem autorização, também teve as atividades encerradas.
Imagens mostram a realização de uma festa em uma rua em Santa Cruz, também na Zona Oeste da cidade. No registro, é possível ver, a distância, pessoas aglomeradas sob uma tenda, desrespeitando os protocolos de distanciamento social.
Sequência de aglomerações
No sábado (13), o G1 mostrou o desrespeito às determinações que proíbem a realização de desfiles e blocos.
A primeira noite do feriado de carnaval no Rio, nesta sexta-feira (12) teve aglomeração, festas clandestinas e eventos interrompidos pela prefeitura. Houve flagrantes de desrespeito às normas contra a Covid-19 até no mar.
Desde o primeiro minuto desta sexta, estão proibidos por decreto desfiles de escolas de samba e saídas de blocos, sob risco de crime contra a saúde pública.
Em paralelo, desde o início do ano boates só podem funcionar sem pista de dança e com restrição de público. A cidade toda está há quatro semanas em risco alto para a Covid-19.
Na noite de quinta-feira (11), a PM dispersou um bloco em Austin, em Nova Iguaçu.
Secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale afirmou que as equipes não se surpreenderam com a quantidade de festas.
“Não surpreende a quantidade de eventos, mas infelizmente é um número que nos decepciona, tendo em vista o momento grave que estamos vivendo. Decepciona uma parcela da população demonstrar tamanha falta de empatia e de cuidado com a vida do outro”, disse.
Na noite deste domingo, mais aglomerações foram registradas perto de bares na Zona Sul da cidade, como mostrou a GloboNews.
A Secretaria de Ordem Pública (Seop) interditou sete estabelecimentos (entre interdições totais – até a regularização – e cautelares, que vão até a manhã seguinte) e aplicou nove multas. Equipamentos de som também foram apreendidos em quatro locais no Centro e Zona Sul.
A prefeitura também interrompeu um evento em uma boate no Jockey Club, na Gávea. Agentes da Seop apreenderam equipamentos de som para impedir que a casa retomasse a festa depois que a equipe saísse.
Um dos flagrantes foi no Parque União, na Maré, onde o cantor Belo se apresentou num Ciep.
Imagens do Globocop às 6h deste sábado mostram a quadra lotada diante de um palco com luzes e amplificadores de som.
Nas redes sociais, fãs postaram vídeos em cima do palco na hora do show.
À TV Globo, a assessoria de Belo argumentou:
“Fizemos o show seguindo todos os protocolos. Não temos controle do geral. Isso nem os governantes têm. As praias estão lotadas, transportes públicos, e só quem sofre as consequências são os artistas. Que foi o primeiro segmento a parar, e até agora não temos apoio de ninguém sobre a nossa retomada.
Sustentamos mais de 50 famílias.”
Por volta das 6h30 deste sábado, a TV Globo flagrou uma festa em um barco na Enseada de Botafogo.
Dezenas de pessoas se aglomeravam no deque superior — a maioria sem máscara.
Na noite de sexta, a TV Globo percorreu áreas boêmias do Rio e também flagrou aglomerações.
No entorno de bares da Lapa, na região central do Rio, e no Leblon, na Zona Sul, muita gente em pé e sem máscara.
