Campos deve ter expansão do plantio de cana-de-açucar, diz diretor de usina


Um imenso mercado consumidor de etanol e uma região tradicionalmente vocacionada para a produção de cana onde o produtor anda com o ânimo renovado pelo preço histórico da tonelada do produto, hoje a R$ 117,00. É dentro deste panorama favorável que o setor sucroenergético do Estado do Rio de Janeiro, especialmente em Campos, espera um cenário ainda mais atrativo para este ano de 2021.

O Estado do Rio é o segundo maior consumidor do Brasil de etanol, mas produz apenas 20% do que consome do álcool hidratado. Há 80% deste mercado consumidor para ser absorvido pela nossa produção interna. Portanto, minha previsão é de um ano de 2021 próspero para o mercado sucroenergético do Estado, agora mais fortalecido com a reativação da Usina Paraíso entre 2021 e 2022 — disse o presidente da Destilaria Nova Canabrava, Rodrigo Luppi Oliveira.

 

As projeções da Nova Canabrava são igualmente ambiciosas. “Nossa meta para os próximos três anos é alcançar 20 mil hectares de área plantada, investimentos que projetamos com base neste atual e no próximo cenário macroeconômico”, projetou. Nesta última safra de 2020, a unidade gerou 1.500 empregos diretos e cerca de 2.000 empregos indiretos.

 

 

Diante destas perspectivas, Rodrigo acredita na possibilidade de expansão do plantio de cana na região para os próximos anos, estimada em 5 milhões de toneladas.

 

— Eu creio numa projeção de produção nesta ordem de grandeza, que é um resultado do bom desempenho na lavoura e as boas relações e a parceria entre os fornecedores e as duas usinas. Tanto a Canabrava como a Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro) tem sido pontuais e bons pagadores, reflexo desta produção que tende a ser cada vez maior nos próximos anos — analisa.

 

Na avaliação de Rodrigo Oliveira, o mercado internacional de energia, que dita os preços do mercado interno se apresenta como favorável para o setor. “Há uma estimativa de que com as campanhas de vacinação pelo mundo haja um reaquecimento da economia internacional, que tende elevar o preço do barril de petróleo dos cerca de 60 dólares atuais para 75 dólares nos próximos anos. Esta oscilação para cima favorece o mercado do etanol no Brasil”, estimou.

 

 

O período de longa estiagem preocupa Rodrigo Oliveira, mas o empresário ressalva que a meteorologia tem previsões favoráveis nos próximos dias. “Embora tenha chovido bem em dezembro, em janeiro já são 33 dias de seca com vento e muito sol, o que tem prejudicado o plantio. Mas há uma previsão do Instituto Climatempo de que neste final de semana teremos chuvas”, animou-se.

 


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