Polícia diz que 10 mortos durante operação em oito comunidades do Rio trocaram tiros com PMs


Mortes aconteceram em Quintino, na Zona Norte do Rio. Ação também ocorreu em comunidades da Zona Oeste. Objetivo é combater o crime e pacificar região da Praça Seca, diz porta-voz da corporação.

 

A Polícia Militar afirma que os 10 mortos em uma operação da corporação em oito comunidades na manhã desta quarta-feira (3) tinham envolvimento com o crime. Segundo a corporação, eles trocaram tiros com policiais durante a ação, que tinha o objetivo de combater o tráfico de drogas na região. Dez pessoas morreram, nove delas em comunidades da Zona Norte.

 

 

“Tivemos este grande número de mortes por conta de marginais que resistiram duramente à ação policial. Mas tivemos quatro criminosos presos que se renderam por conta da operação policial”, afirmou o porta-voz da PM, Major Ivan Blaz.

 

 

Segundo ele, um dos principais objetivos da ação é pacificar a área da Praça Seca, alvo de disputa entre traficantes e milicianos.

 

 

A ação desta manhã aconteceu, no total, em oito comunidades das zonas Norte e Oeste:

Caixa D’Água;
Dezoito;
Saçu
Urubu;
Flexal
Barão;
Bateau Mouche;
Chacrinha.
Cinco batalhões participaram: Batalhão de Operações Especiais (Bope), Choque, 18ºBPM (Jacarepaguá), 3ºBPM (Méier) e 9ºBPM (Rocha Miranda). Nenhum dos 300 agentes envolvidos na ação ficou ferido.

 

 

“Os batalhões da Zona Oeste ocuparam a região da Praça Seca e os batalhões da Zona Norte vieram pelo Morro do Dezoito. Com os homens do comando de operações especiais indo pelas comunidades do meio, dominadas pela milícia”, disse o Major Blaz.

 

 

Às 13h15, 11 pessoas haviam sido presas. Quatro homens que estavam feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Não há informações sobre o estado de saúde.

 

 

Região ligada pela mata
Blaz destacou que a área é ligada por matas, o que facilita o trânsito de criminosos.

 

 

“Estamos falando do Grande Maciço da Tijuca, onde você pode chegar até o outro lado, chegando a Jacarepaguá, São Conrado e você vai para outra face com Méier, Água Santa. Toda a região é ocupada por marginais que trafegam pela área de mata. E as comunidades que margeiam essa elevação acabam sofrendo a influência”, afirmou.

 

 

Tiroteios assustam moradores
Os tiroteios começaram ainda de madrugada e assustaram os moradores, que deixaram mensagens em redes sociais. Muitos não foram trabalhar por conta da violência.

 

“Muitos tiros em Quintino. Impossível sair de casa”, dizia uma mensagem.

“Quintino, Piedade e Água Santa pedem paz. Não aguentamos mais”, escreveu outro internauta.

 

A Polícia Militar apreendeu cinco fuzis, uma submetralhadora, quatro pistolas, uma arma falsa, drogas e rádios comunicadores. O material foi levado para a Delegacia de Homicídios da capital, que vai investigar as mortes.

 

 

Moradores e especialistas criticam operação
Moradores e especialistas criticaram a operação da Polícia Militar do Rio desta quarta-feira (3), que terminou com 10 pessoas mortas e outras quatro feridas. Imagens do Globocop registraram a ação de cerca de 300 PMs que atuaram na ação.

 

 

Um morador comentou o desespero desta quarta-feira (3) ao acordar durante a operação, que foi realizada em oito comunidades. “Hoje eu acordei debaixo de tiro já. Estava deitado ainda ouvindo os tiros”, disse um morador.

De acordo com testemunhas, o confronto aconteceu desde 5h50 desta quarta-feira (3) entre o Saçu e a Caixa D’água, em Quintino, Piedade e Água Santa.


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