Vacinação no Rio será feita em clínicas da família e seguirá plano nacional, diz Paes
Expectativa da prefeitura é que imunização comece em janeiro e seja feita em 450 postos da cidade, segundo secretário municipal de Saúde. Grupos prioritários serão os primeiros.

A Prefeitura do Rio prevê iniciar a vacinação contra a Covid-19 neste mês, disse neste domingo (3) o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.
O objetivo do município é criar 450 postos de aplicação do imunizante, aproveitando a estrutura das Clínicas da Família, que são unidades municipais de atenção básica de saúde.
Lançado em dezembro, o Plano Nacional de Imunização contra o coronavírus não estabeleceu uma data para início da vacinação.
A expectativa do Ministério da Saúde é iniciar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, mas isso depende de alguma vacina ser autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que ainda não aconteceu.
Segundo Paes, o Rio vai seguir as datas estabelecidas no plano nacional, que também valerão para todas as cidades do RJ.
“Vamos seguir o plano nacional de imunização. Amanhã, o ministro Pazuello vai anunciar as datas do Plano Nacional. O que ele anunciar vai ser o que a cidade, o estado e todos os lugares do Brasil vão fazer”, afirmou.
Procurado, o Ministério da Saúde negou que fará anúncio da data de vacinação na segunda, e reafirmou a previsão de início entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro.
Em 2020, a cidade do Rio teve 163 mil casos e 13 mil mortes por coronavírus.
Quem são os grupos prioritários
A expectativa é que 2,6 milhões sejam vacinados nas primeiras 4 fases de vacinação na Prefeitura do Rio. Essas pessoas pertencem a grupos prioritários, como idosos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.
Em todo o estado, os integrantes desses grupos somam 5,4 milhões, segundo o secretário de estado de saúde, Carlos Alberto Chaves.
Veja abaixo quem pertence a cada:
Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas aldeada; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.
Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos.
Terceira fase: pessoas com comorbidades.
Quarta fase: professores e profissionais das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e outros trabalhadores de serviços essenciais.
Prefeitura abre 193 leitos na rede pública e tenta contratar 150 privados
Também neste domingo, a prefeitura abriu um chamamento público para contratar 150 leitos – 50 deles de UTI – da rede particular de saúde para atender a pacientes de Covid. Serão pagos R$ 2,4 mil por leito de UTI por dia e R$ 2.250 a cada cinco dias por leito de enfermaria.
Esses 150 leitos vão se somar à abertura de 193 que deverão ser abertos na rede pública.
Um censo divulgado no sábado (2) aponta que a cidade tem mais de 2 mil leitos fechados. Apenas no Hospital do Andaraí, são 200 leitos sem funcionar.
