Verão: campistas com opções de lazer reduzidas; restrições em várias praias


PANDEMIA – Há restrições no Farol, SJB, SFI e Região dos Lagos.


A temperatura já está nas alturas, o verão bate às portas. E o campista encontra proibições e restrições para aproveitar o lazer neste período nas praias, lagoas e cachoeiras da região. As restrições vão desde as praias de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana até a Região dos Lagos. No Farol de São Thomé, a fim de evitar aglomerações e a propagação do novo coronavírus, o prefeito eleito Wladimir Garotinho (PSD) decidiu anunciar que este ano não haverá programação de verão no balneário. Mas em Lagoa de Cima e nas cachoeiras de Rio Preto o acesso, por enquanto, é livre.

 

Em São João da Barra, a prefeita Carla Machado (PP) decidiu excluir das praias sanjoanenses quem não comprovar que possui residência no município. Embora ali não residam, muitos campistas se aproveitam da propriedade de imóveis em Atafona, Grussaí e no Açu para desfrutarem deste verão no vizinho litoral.

 

Na divisa com o município de Campos, em Barcelos, barreira sanitária com equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Guarda Civil Municipal fazem o trabalho de triagem de quem se destina a São João da Barra ou suas praias. Os veículos formam fila na BR 356 para que seus ocupantes mostrem os documentos de seus domicílios no município e façam a aferição de temperatura antes de seguir viagem. 

 

Em Macaé, Quissamã e São Fidélis por enquanto não há restrições das prefeituras para o acesso às praias e cachoeiras destes municípios. 

LOCKDOWN – Em Búzios, diante do avanço assustador do número de casos, o juiz Raphael Baddini, titular da Segunda Vara da Comarca local, determinou na quarta-feira (16) o fechamento do comércio e do setor de serviços. Como no começo da pandemia, apenas as atividades consideradas essenciais poderão funcionar. 

A medida determina ainda que os turistas hospedados em hotéis e pousadas deixem a cidade em até 72 horas. O Município terá que pagar multa de R$ 100 mil por dia caso descumpra a decisão judicial. Búzios entrou em bandeira vermelha 3, que sinaliza risco muito elevado da rede de saúde e a necessidade de isolamento social completo.

Na manhã desta quinta-feira (17), membros da sociedade civil organizada, comerciantes e empresários se reuniram em frente ao Fórum e Prefeitura para protestar contra as medidas de fechamento da entrada do município e retrocesso na flexibilização das atividades. Os manifestantes tomaram a avenida principal e carregam placas e cartazes com frases como “Búzios não fecha” e “Lockdown não”. 

TAMBÉM VERMELHA – Rio das Ostras entrou na bandeira vermelha. A prefeitura publicou novo decreto com medidas mais rígidas para o funcionamento das atividades, ficando suspensa a permanência nas praias e todo tipo de evento e comemoração de final de ano que possa provocar aglomeração. Os restaurantes, bares, lanchonetes, depósitos e comércios afins não poderão funcionar nos dias 24, 25 e 31 de dezembro.

Com o decreto, ficam proibidas toda e qualquer comemoração e festividade nos estabelecimentos de gastronomia e entretenimento, assim como em todos os locais públicos, áreas sociais de clubes e condomínios no mês de dezembro.

O objetivo é desacelerar os índices de contágio da Covid-19 e evitar um colapso total da rede municipal de saúde, que já trabalha no limite nas últimas semanas.

Em Arraial do Cabo, o prefeito em exercício Sérgio Carvalho confirmou que as barreiras sanitárias do município serão mantidas. Ele solicitará testes rápidos ao Governo do Estado para a testagem em massa da população.

 

ACESSO LIVRE – Em Cabo Frio não há restrições para entrada na cidade ou frequentar as praias. Apenas um decreto publicado pela prefeitura na segunda (14) que suspende as atividades de turismo náutico na cidade neste período de pandemia.

SEM RESTRIÇÕES- Em Guarapari, embora o avanço do coronavírus seja preocupante no litoral sul do Estado, tendo alcançado os índices de 2,70, ou seja, dez pessoas podem contaminar outras 27, não há medidas mais rígidas de restrições em Guarapari, Marataízes e outras praias capixabas.

Mas a Prefeitura de Guarapari suspendeu a queima de fogos que seria realizada na virada do ano e anunciou ainda que o município evitará ações que gerem aglomeração. Em anos anteriores à pandemia, durante a alta temporada, a cidade chegava a uma população flutuante de 800 mil a 1 milhão de habitantes.


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