Crescimento da Covid chega ao CCC e Campos terá novas medidas de restrição


“Medidas restritivas vão ter que voltar a ser tomadas com o aumento nos casos de Covid em Campos. Nós vamos nos sentar com o prefeito Rafael (Diniz, Cidadania) e o comércio da cidade, para evitar prejudicá-lo.

Mas aquela projeção inicial de definirmos se sairíamos ou não da fase Verde, não existe mais. Tudo indica que nós vamos ter que voltar à fase Amarela”. Foi o que revelou agora a comandante do combate à pandemia do novo coronavírus em Campos, a médica infectologista Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde do município.

 

A revelação surgiu depois que o blog teve notícia de um aumento exponencial de casos no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), que começou a operar (confira aqui) em 30 de março, em parceria do governo Rafael com a Beneficência Portuguesa.

 

Na quinta (19), após o registro de aumento de procura e internações por Covid registrado na Santa Casa e no Dr. Beda (confira aqui) no dia anterior (18), Andreya disse (confira aqui) que a decisão da mudança de fase diante de uma aparente segunda onda da pandemia, ou recrudescimento da primeira, seria tomada na semana que vem. Mas, segundo a chefe da Vigilância em Saúde revelou hoje, na própria quinta houve um aumento no número de internações no CCC.

 

Com a diminuição do número de casos entre setembro e outubro, algumas equipes foram desmobilizadas para atender outras demandas da saúde. O que reduziu o número de 29 leitos de UTI do CCC para 24, assim como os leitos clínicos, de 60 para 40. Só que os casos voltaram a crescer em novembro, em virtude do relaxamento das pessoas e dos contatos físicos e aglomerações do período eleitoral.

 

Primeiro na rede privada do Dr. Beda e do Hospital da Unimed, chegando à rede conveniada, como a Santa Casa, e esta semana ao CCC. Hoje, dos seus atuais 24 leitos de UTI, a referência do município no atendimento à Covid tem 17 ocupados. Já entre os leitos 40 clínicos do CCC, a taxa de ocupação atual é de 30.

 

 

Se o CCC colapsar com o novo crescimento da pandemia no município, toda sua rede pública, conveniada e privada viria a reboque. Mas, segundo Andreya, isso ainda não está para acontecer. Na rede pública, o Hospital Geral de Guarus (HGG) tem quatro leitos de UTI para Covid, com um ocupado; e quatro leitos clínicos, com dois ainda vagos.

 

 

No Hospital São José, que atende à Baixada, há 10 leitos clínicos reservados aos infectados pela doença, todos ainda vagos, e mais 10 leitos de UTI, com apenas um ocupado. Na rede conveniada, mista o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e privado, o Hospital Álvaro Alvim conta com quatro leitos de UTI, com dois ocupados, mais 10 leitos clínicos, sete deles ocupados. Sem adotar novas medidas de restrição diante do aumento de casos, a rede correria o risco de colapsar, como ocorreu na Itália e na Espanha.

 

Na quarta, dia anterior ao aumento na procura no CCC, o médico infectologista Nélio Artiles, entre os mais respeitados na região em sua área, tinha advertido: “A volta da fase Verde para a Amarela em Campos, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”.

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