Vereadores da base deixam CPI dos ‘Guardiões do Crivella’ alegando falta de transparência e oposição cita manobra
A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos “Guardiões do Crivella” que deveria escolher o presidente e o relator acabou em discussão e sem consenso nesta terça-feira (22).

Os três vereadores membros da CPI que integram a base aliada — Jorge Manaia, Inaldo Silva e Jorge Mendes de Jesus — deixaram a sessão, alegando que não havia público e transmissão do encontro.
Teresa Bergher e Átila A. Nunes alegam que a medida foi uma forma de procrastinar, às vésperas do fim do ano legislativo.
Os três parlamentares que deixaram o encontro votaram contra o impeachment baseado no caso do “Guardiões do Crivella” — dois deles defenderam Crivella ao microfone. O outro, João Mendes de Jesus, é integrante do grupo “Guardiões do Crivella”, como mostrou o G1 semana passada. Ele é do mesmo partido de Marcelo Crivella (Republicanos) e também bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), assim como o prefeito.
Em agosto, o RJ2 revelou que funcionários da prefeitura, pagos com dinheiro público, faziam plantão na porta de hospitais e se organizavam em um grupo de aplicativo de mensagens chamado “Guardiões do Crivella”, do qual a cúpula do governo municipal fazia parte. A organização tem escalas diárias, horários rígidos e ameaças de demissão.
