Polícia tenta achar corpos em suposto cemitério clandestino do tráfico em São Gonçalo


Baixo número de homicídios no Complexo do Salgueiro levantou suspeitas. Investigadores estimam que traficantes abriram cerca de 40 covas com retroescavadeiras. Policial foi ferido de raspão na cabeça durante operação.

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quarta-feira (19) uma operação para localizar corpos no que seria um cemitério clandestino do tráfico em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio.

 

A polícia acredita que a quadrilha do Complexo do Salgueiro sumiu com corpos de vítimas e rivais.

 

Uma denúncia deu conta de que traficantes mandaram abrir, há pelo menos dois anos, cerca de 40 covas com retroescavadeiras em um terreno em Itaoca, próximo ao lixão. Cada cova teria capacidade para mais de um corpo.

 

Policial ferido
Quando a primeira equipe chegou, houve confronto, e um policial foi atingido. Ele foi baleado de raspão na cabeça e já teve alta.

 

Às 7h15, o Globocop mostrou movimentação de criminosos com fuzis, em um ponto distante de onde a força-tarefa da polícia estava.

 

Às 8h, o comboio da Polícia Civil chegou a uma área de lixão, onde se acredita que os corpos foram enterrados.

 

Era possível ver um blindado e uma retroescavadeira, além de pelo menos 30 viaturas.

 

Sete mortes desde 2017
O baixo número de homicídios no Complexo do Salgueiro nos últimos anos levantou suspeitas.

 

Segundo um levantamento da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, desde 2017 foram registrados sete homicídios — quatro em 2017 e três em 2019 —, desconsiderando as mortes em decorrência de intervenção policial.

A investigação destacou que o Complexo do Salgueiro “é um local extremamente violento, com a presença de centenas de traficantes com alto poderio bélico”.

 

Os traficantes Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó; Rayane Nazareth Cardozo, a Hello Kitty; Ricardo Severo, o Faustão; Alessandro Luiz Vieira Moura, o Vinte Anos; e Rodrigo Teixeira Guimarães Peixoto, o Sheik, são apontados como responsáveis pelo cemitério clandestino.

A operação mobilizou cerca de 250 policiais civis, incluindo equipes da Coordenadoria de Operações de Recursos Especiais (Core), e um helicóptero.

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