Justiça determina que hospitais de campanha do RJ sigam abertos e recebam pacientes


A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (17) que devem permanecer abertos os hospitais de campanha do Maracanã, na Zona Norte, e em São Gonçalo, na Região Metropolitana – ambos construídos para reforçar o sistema de saúde do estado durante a pandemia de Covid-19.

Mais cedo, também nesta sexta, o Governo do Rio decidiu que fecharia — ainda hoje — os dois hospitais. Segundo apurado pelo blog do jornalista Edimilson Ávila, pacientes já estavam sendo transferidos para outras unidades.

 

Até esta manhã, eram 28 internados no Maracanã e oito em São Gonçalo – a maioria nos Centros de Terapia Intensiva (CTI) das unidades.

 

A decisão na noite desta sexta é da juíza auxiliar Aline Maria Gomes Massoni da Costa, da 14ª Vara da Fazenda Pública, que determinou não apenas que os hospitais sigam abertos, como ordenou que haja a “manutenção dos pacientes já admitidos” – que ainda não foram transferidos – e que não seja suspensa a transferência de novos doentes.

 

De acordo com o governo, a medida se tratava de um “fechamento preventivo”, pois o contrato da organização social Iabas com os funcionários acabava no sábado (18). A Fundação Estadual de Saúde iria assumir os espaços.

 

A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Estado e da Defensoria Pública, que pediam que os pacientes não fossem transferidos e também não fosse suspensa a admissão de novos doentes no Hospital de Campanha do Maracanã.

 

Problemas desde a inauguração
Desde a inauguração, as unidades de saúde têm passado por problemas. Um deles, o atraso de salários de funcionários.

Na quinta-feira (16), funcionários do Maracanã protestaram na porta da unidade, e houve novo protesto nesta sexta. Os colaboradores afirmaram não ter recebido os vencimentos de junho.

 

Dos sete hospitais de campanha prometidos pelo governador Wilson Witzel, apenas o do Maracanã e o de São Gonçalo foram abertos, com atraso.

 

Witzel disse que as sete unidades abririam até 30 de abril. No dia 9 de junho, parte do Hospital de Campanha do Maracanã foi aberta. No dia 18, o governo abriu o de São Gonçalo.

 

O Hospital do Maracanã apresentou outros problemas, como denúncias de troca de respiradores novos por obsoletos e falta de medicamentos.

 

No dia 1º de julho, o secretário de Saúde, Alexandre Bousquet, anunciou que o governo desistiu de concluir dois hospitais de campanha – em Campos e em Casimiro de Abreu – planejados para vítimas da pandemia da Covid-19.

 

Outras unidades que estavam em processo de construção em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Nova Friburgo, na Região Serrana, serão concluídas, segundo Bousquet.

 

Bousquet afirmou que o contrato com a Iabas estava “judicializado” e que os pagamentos para a OS eram feitos através da interventora.

 

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