Witzel diz que pessoas flagradas em aglomerações no RJ serão levadas para delegacias e autuadas


O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, anunciou nesta terça-feira (5) que vai aumentar a fiscalização para punir quem está descumprindo as medidas de isolamento social decretadas pelo Governo do Estado. Entre as medidas está a condução para a delegacia de pessoas flagradas em aglomerações.


O anúncio foi feito depois de reunião entre o governador Wilson Witzel e representantes do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública.

 

Até o final da manhã desta terça, o Estado do Rio tinha 1.263 pacientes internados com suspeita do novo coronavírus e 410 nos leitos de UTIs. Em todo o RJ, só havia vagas no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda, cidade que começou a flexibilizar a abertura do comércio.

Comércio
O governador disse também que, em parceria com o Ministério Público, a Polícia Militar vai fechar estabelecimentos comerciais que não estiverem cumprindo as determinações de isolamento.

Os que não estão autorizados a funcionar, por não serem prestadores de serviços essenciais, serão fechados e também multados por descumprimento de regras sanitárias. As pessoas que forem flagradas em aglomerações serão autuadas pelo crime de desobediência.

Aumento de circulação nas ruas
De acordo com o governador, a decisão foi tomada devido ao aumento da população nas ruas. Dados mostram que 60% da população estão nas ruas, o que pode elevar mais rapidamente a disseminação do vírus.

 

Witzel reforçou o pedido para que as pessoas só saiam de casa para os serviços essenciais, como compras de alimentos ou ir ao médico.

Participaram da reunião, realizada por videoconferência, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, o defensor público-geral do Estado, Rodrigo Pacheco, o procurador-geral do Estado, Marcelo Lopes da Silva, os promotores Tiago Veras, Glaucia Santana e Liana Barros, a defensora Thaisa Guerreiro Souza, coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria, e os secretários de estado Cleiton Rodrigues (Governo), Rogério Figueredo (Polícia Militar), Marcus Vinicius (Polícia Civil), Roberto Robadey (Defesa Civil) e Luiz Corrêa (Gabinete de Segurança Institucional).


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