Rio distribui máscaras no BRT e veste estátuas famosas no 1º dia do uso obrigatório do acessório
No primeiro dia em que a lei que obriga o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 no Rio entrou em vigor, a prefeitura fez a distribuição do equipamento de proteção nos terminais do BRT. Muitos usuários já usavam máscaras, a maioria delas caseiras.

Nesta quinta-feira (23), agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) estiveram no Terminal Alvorada, com cinco mil máscaras, um lavatório volante (para higienização das mãos com sabão líquido e álcool em gel) e a distribuição de panfletos explicativos.
Quem passou pelo local também pode ver como funciona uma cabine de desinfecção – “túnel” que pulveriza produto desinfetante em quem passa por ele.
Decreto do prefeito Marcelo Crivella estabelece a obrigatoriedade do uso de máscaras em estabelecimentos co
A prefeitura informou que outras ações como a deste feriado serão feitas em outros terminais e locais de concentração de pessoasmerciais essenciais, nas ruas e nos transportes públicos a partir desta quinta.
“A utilização da máscara salva vidas, não só a de quem usa, mas também a do próximo. Hoje começamos a distribuir um milhão de máscaras”, disse o secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca.
Estátuas mascaradas
Como parte da campanha, 40 estátuas famosas da cidade amanheceram nesta quinta usando máscaras de proteção. Entre os símbolos que vão ficar 10 dias com as máscaras estão:
Bellini, no Maracanã
Mahatma Gandhi, no Centro
Chacrinha, no Jardim Botânico
De acordo com a Prefeitura do Rio, mais de 40 estátuas estão usando as máscaras em vários pontos da cidade. Elas são feitas de TNT e vão permanecer por dez dias nas esculturas.
Segundo a prefeitura, as máscaras distribuídas para a população são feitas de celulose, biodegradáveis e com design mais eficiente para evitar a contaminação do lado interno.
Negócios e doações
A pandemia de coronavírus obrigou boa parte do comércio e indústria a reduzir suas atividades. No entanto, para muitas pessoas, a crise não significa só o prejuízo e pode ser sinônimo de criatividade.
Pequenos comerciantes e donos de uma fábrica de jeans decidiram investir no equipamento primordial nesses tempos de pandemia: as máscaras.
Fábricas de roupa e projetos sociais começam a produzir máscaras de pano
Em Niterói, costureiras voluntárias como a Dona Lily Bodstein, 97 anos, também trabalham em um projeto elaborado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
As máscaras também passam a ser usadas nas cidades de Niterói, Duque de Caxias e Magé. O objetivo da medida é conter a disseminação do novo coronavírus. Em Niterói, a utilização de máscaras é compulsória para quem frequenta as ruas da cidade.
